Chama-se Lesedi la Rona, “a nossa luz” em setswana, língua oficial do Botswana, onde foi encontrado. Os 1.109 quilates fazem deste o maior diamante encontrado nos últimos cem anos. O preço de licitação base era de 86 milhões de dólares (77,44 milhões de euros), mas a licitação mais alta só atingiu os 61 milhões de euros (54,9 milhões de euros).

O leilão aconteceu no dia 23 de junho e foi organizado pela Sotheby’s. Fez parte de uma semana de venda de arte contemporânea no Reino Unido. Vários compradores asiáticos e norte-americanos aproveitaram a quebra da libra para comprar arte.

A pedra é quase do tamanho de uma bola de ténis e só é ultrapassada pela Cullinan, uma gema de 3.106 quilates que foi encontrada em 1905 perto de Pretória, na África do Sul. A Cullinan foi cortada em duas pedras: a Estrela de África Maior e a Estrela de África Menor. As pedras fazem parte das joias da coroa britânica.

O diamante Lesedi la Rona foi encontrado numa mina explorada pela empresa canadiana Lucara Diamond Corp. A empresa produz alguns dos melhores diamantes do mundo. Em maio, vendeu uma pedra de 813 quilates por 63 milhões de dólares (56,7 milhões de euros).

A Lucara vai ficar com o diamante, depois de não ter sido vendido no passado sábado. As ações da empresa caíram 15% desde sábado. A fraca procura provocou a maior queda preço dos diamantes desde a crise de 2008, tendo diminuído 18%. A indústria está também a passar por uma crise de crédito.

Texto editado por João Cândido da Silva