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Morreu militar dos Comandos que esperava transplante de fígado

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O militar estava à espera de um transplante de fígado, mas acabou por morrer no hospital Curry Cabral. É a segunda vítima mortal do 127.º curso de Comandos.

Curso 127.º dos Comandos prossegue. Os próximos estão suspensos até conclusão da inspeção

MARIO CRUZ/LUSA

O militar que se sentiu mal num treino dos Comandos, Dylan da Silva, e que esperava por um transplante de fígado morreu este sábado Hospital Curry Cabral, em Lisboa. É a segunda vítima mortal do curso 127.º dos Comandos.

O soldado de Ponte de Lima entrou em falência hepática no Hospital do Barreiro, para onde foi transferido depois de um “golpe de calor” sofrido num treino em Alcochete. Estava a praticar técnicas de combate quando se sentiu mal. Eram 17h00 de domingo, 4 de setembro. Foi levado por uma equipa de emergência médica com uma temperatura corporal de 42 graus — seis graus acima da média. Quarta-feira acabou por ser transferido para o Hospital Curry Cabral, em Lisboa.

O soldado Dylan Araújo da Silva foi transferido do Hospital do Barreiro para o Hospital Curry Cabral. Apesar da melhoria progressiva do ponto de vista global, por evolução para falência hepática procedeu-se à transferência para o Hospital Curry Cabral, centro de referência para a área”, indicava uma nota sobre a situação clínica dos militares do 127º Curso de Comandos.

No dia em que Dylan da Silva de sentiu mal, um outro militar, Hugo Abreu, morreu no campo de treino de Alcochete. Segundo o jornal Expresso, Hugo Abreu sentiu-se mal antes do exercício de tiro, foi assistido no local e morreu duas horas depois de o médico ter decidido que devia ser transferido para um hospital. No inquérito que o Exército está a fazer ao caso, esta é uma das questões que está a ser analisada. Porque é que o militar não foi então transferido para uma unidade hospitalar?

Presidente e Ministro já reagiram

O Presidente da República, que visitou há dois dias Dylan Silva no Hospital Curry Cabral, disse este sábado, no Porto, que esta “era uma notícia que se temia” e garantiu que “será apurado tudo até às ultimas consequências, o que se passou, exatamente como se passou, para se retirarem lições para o futuro”.

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, comentou a morte do militar numa cerimónia este sábado em Monforte. O governante manifestou uma “enorme tristeza” e diz que o momento é “de silêncio”, recusando comentar a inspeção em curso. Nesta altura “aquilo que me resta como cidadão e ministro da Defesa Nacional é apresentar as mais profundas condolências à família, à mãe, ao pai, ao namorado daquele que hoje faleceu”, disse aos jornalistas.

Hugo e Dylan não foram as únicas vítimas do treino

Quando o Exército anunciou a transferência de Dylan da Silva para o Curry Cabral, por falência hepática, referiu também ainda se encontrarem internados três militares: dois no serviço de medicina, em situação estável e que não levantam “cuidados de maior”, e outro na “unidade de tratamentos intensivos do Hospital do Barreiro. O diagnóstico: golpe de calor.

No Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, acrescentou ainda o Exército, estaria internado um militar desde o dia anterior, terça-feira. “O militar encontra-se clinicamente estável mas com alterações na função renal e indícios de rabdomiólise”, ou seja, a destruição das fibras musculares.

Artigo atualizado às 12h20 com as declarações do Presidente da República

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