A “Tsar Team” voltou a atacar. Depois de ter divulgado no início da semana os dados médicos de Simone Biles e das irmãs Serena e Venus Williams, que indicam que as atletas poderão ter tomado drogas ilegais, o grupo de hackers da Rússia partilhou agora informações de outros 25 atletas olímpicos. De acordo com a Agência Mundial Antidoping (WADA), os piratas informáticos terão acedido à informação a partir da sua própria base de dados.

Os 25 atletas incluem dez norte-americanos, cinco britânicos e cinco alemães. Há ainda desportistas da República Checa, Dinamarca, Polónia, Roménia e Rússia. “A WADA tem consciência de que este ataque criminoso, que até há data expôs os dados pessoais de 29 atletas, é muito angustiante para os que foram atingidos e que causou apreensão por parte de todos os atletas envolvidos nos Jogos Olímpicos do Rio”, disse Olivier Niggli, diretor geral da agência.

Segundo a CNN, a Agência Antidoping do Reino Unido já condenou também o ataque através de um comunicado, considerando “ilegal” e injusta a divulgação de dados confidenciais.

No início da semana, a “Tsar Team” tornou públicos documentos que mostram que a ginasta Simone Biles e as tenistas e irmãs Serena e Venus Williams receberam prescrições médicas para usar drogas ilegais. Apesar de ter confirmado a fuga de informação, a WADA garantiu que as substâncias não foram usadas de forma irregular.

Também de acordo com o canal norte-americano, o grupo de hackers poderá estar também por trás do ataque ao Comité Nacional Democrata em junho deste ano, que resultou na divulgação de informações importantes. O caso levou à demissão da presidente da comissão, Amy Dacey, do diretor-executivo, Brad Marshall, e do diretor de comunicação, Luis Miranda.