Rádio Observador

Segurança Informática

A segurança informática começa nas crianças

A Kaspersky montou uma base secreta em Madrid para apresentar as novas versões de antivírus. Requisitos de segurança máxima e um alerta para alguns dos perigos mais comuns.

Autor
  • Miguel Videira Rodrigues

Chegamos e recebemos um colete. O sítio é escondido e não existe muita informação em redor. Passamos uma porta e estamos num bunker – uma base de defesa militar – que pertence à Kaspersky Lab. Surge o líder dos peritos num curto vídeo de introdução e, de seguida, ao vivo entre o público. Fazemos agora parte da “ciber-resistência”, um grupo informado pronto a ajudar e a proteger qualquer utilizador da Internet.

Foi assim que se deu início ao evento de lançamento da nova versão de antivírus da Kaspersky Lab em Madrid.

Pedro García-Villacañas, responsável pelo serviço e pelo suporte na Kaspersky Ibéria, foi a ponte de transição entre os diversos momentos da apresentação das novas versões dos produtos da companhia – Kaspersky Internet Security e Kaspersky Total Security. Junto a ele, estava o líder da ciber-resistência (ator do vídeo de introdução) que, em conjunto com outros atores, foram apresentando diversas situações do dia-a-dia de qualquer pessoa para dar a conhecer alguns dos perigos a que todos os utilizadores podem estar expostos quando navegam na Internet. Desde as ligações a redes públicas até à utilização de smartphones por crianças, muitas hipóteses foram apresentadas.

kaspersky_caixas

Segundo estudos da Kaspersky Lab, 42% dos utilizadores ligam-se a redes públicas e 18% dos turistas já foram vítimas de um ataque cibernético. Uma das maiores ameaças na Internet são os Ransomware – um tipo de ataque que restringe o acesso ao sistema infetado e exige um resgate para colocar tudo como estava – e muitas vezes as pessoas são infetadas porque não sabem como devem proceder. Existem algumas medidas de segurança que devem ser seguidas em qualquer circunstância:

  1. Ter sempre todas as aplicações atualizadas assim como o próprio sistema operativo
  2. Fazer uma cópia de segurança da informação importante
  3. Não abrir links ou sites desconhecidos/duvidosos

Para os pais mais preocupados, a Kaspersky Lab teve um momento dedicado aos mais novos. Segundo dados da empresa, 35% de utilizadores com idades compreendidas entre os 8 e os 16 anos afirmam não conseguir passar sem as redes sociais. Nesta faixa etária, 1/3 aparenta ter mais idade do que a real e um em cada dez chega mesmo a mentir sobre esta informação, fazendo-se passar por uma pessoa mais velha.

José Selvi, chefe de investigação de ameaças na Kaspersky, falou sobre a importância que as redes sociais e a informação pública podem ter nas vidas de cada utilizador. Cerca de 33% dos jovens partilham informação a mais nas redes, sendo os check in – informar que se está em determinado local – os mais preocupantes. “Quando vou de férias, só publico as fotografias quando já estiver de novo em casa”, contou Selvi ao Observador, sendo uma das medidas que deviam ser utilizadas para proteger a privacidade da família.

Além disso, muitos dos pais não sabem o que os filhos fazem, aumentando ainda mais o risco, tanto para os mais novos como para toda a família. A pensar nestes casos, a Kaspersky possui a funcionalidade Safe Kids em que “os pais podem instalar o software no telemóvel do filho como sendo a criança, e no deles como sendo os pais, e assim ter acesso a diversas informações e mesmo a locais visitados pelo filho. Podem até criar uma zona de segurança para que, quando a criança sair dessa área, os pais recebam automaticamente uma mensagem com essa informação”, explicou Pedro García-Villacañas ao Observador. Esta função garante ainda uma proteção mais cuidada durante a navegação online, armazena as passwords e encripta todos os dados mais importantes.

A juntar às tradicionais funções de um antivírus, as novas versões trazem algumas funcionalidades extra. O Secure Connection providencia uma ligação mais segura à rede, evitando que os dados pessoais sejam intercetados durante uma ligação que não seja considerada segura. Para ajudar no combate existe ainda o Software Updater, uma funcionalidade que analisa tudo o que está instalado e verifica se o utilizador possui a versão mais recente, e o Software Cleaner (para smartphones) que analisa todas as aplicações instaladas e avalia quais são as que podem estar a colocar o utilizador em perigo.

A Kaspersky Lab acredita que “amanhã os riscos serão muito maiores”. Esperam-se ataques cada vez mais sofisticados e acreditam que as redes sociais vão ser os principais meios de ataque. Por isso a empresa de segurança informática já se encontra presente nos sistemas Windows, macOS e Android e, segundo Villacañas, esperam “conseguir entrar no iOS”.

No final do evento ainda houve tempo para alguma música original e feita com materiais pouco comuns, mas funcionais.

O Observador viajou a Madrid a convite da Kaspersky Lab

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Texto editado por Pedro Esteves.
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