O vice-presidente da Câmara de Almeida disse, esta quinta-feira, à agência Lusa, que a autarquia está disponível para dialogar com a administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) desde que a tesouraria se mantenha na sede de concelho.

“O presidente da câmara [António Baptista Ribeiro] e o executivo estão disponíveis para dialogar, simplesmente com as condições mínimas exigíveis. Quais são? São todos os serviços assegurados na sede do concelho, em Almeida, incluindo o serviço de tesouraria”, declarou o autarca.

Alberto Morgado falava esta tarde à Lusa, a partir de Vilar Formoso, onde, pelas suas contas, cerca de 500 habitantes e autarcas de Almeida estão concentrados, desde as 14:30, junto das instalações da dependência da CGD.

A CGD anunciou ainda que continua disponível para instalar uma área automática na sede da Câmara de Almeida, com o apoio temporário de trabalhadores do banco, depois de na terça-feira ter recusado receber o presidente do município.

“Não obstante, e apesar de sermos totalmente alheios a eventuais interesses políticos e/ou eleitorais, […] manifestamos o nosso maior interesse em manter os serviços bancários na localidade de Almeida em concorrência com a Caixa Agrícola (CCMA), nos moldes acordados com as partes”, afirma o administrador executivo da CGD, José João Guilherme, numa carta ao presidente da Câmara de Almeida, António Baptista Ribeiro (PSD), datada de quarta-feira e a que a agência Lusa teve acesso.

O vice-presidente da autarquia disse que o município não aceita esta proposta da Caixa, sem serviços de tesouraria.

“A Câmara Municipal exige que na sede do concelho de Almeida fiquem todos os serviços da CGD, incluindo os serviços de tesouraria. Ora, acontece que de uma forma pouco transparente, estão a dizer que os serviços bancários estão todos acessíveis e não é verdade. Se uma pessoa ou uma instituição ou repartição pública quiser fazer movimentos através de numerário, se não tiver nenhum cartão de débito associado, não consegue fazer”, declarou Alberto Morgado.

Explicou que o balcão de Almeida não funcionou e com o fecho antecipado do de Vilar Formoso, que os habitantes encontraram encerrado pelas 14:30, foram criados problemas à população e às instituições locais.

“Lamentavelmente, às 14:30, a agência da CGD de Vilar Formoso estava encerrada. Acontece que fomos privados de aceder aos serviços financeiros da CGD e todo o concelho de Almeida, no fundo, está privado neste momento de aceder aos serviços”, acrescentando que a autarquia “tinha uma transferência bancária para efetuar para Estrasburgo, com urgência, e a mesma transferência não foi efetuada”.

Os habitantes e autarcas de Almeida voltam a reivindicar a manutenção do balcão na sede concelhia e esta quinta-feira tencionavam entrar nas instalações pacificamente para pedirem informações sobre as suas contas bancárias.

A Junta de Freguesia de Almeida distribuiu um documento aos presentes onde considera que “o papel da administração da CGD em todo este processo tem sido de uma falta de transparência, de má-fé e de arrogância, a todos os níveis deploráveis”.

A autarquia exige “tratamento igual a todas as outras sedes de concelho do país”.