O Ministério do Ambiente anunciou ao início da tarde de sexta-feira que o Metro de Lisboa iria chegar aos bairros de Amoreiras, Estrela, Santos e Campolide até 2022, mas depois retirou a grande parte da informação sobre o plano de desenvolvimento da rede, que será apresentado na próxima segunda-feira.

Segundo o comunicado original, o plano previa ainda a construção de uma ligação subterrânea pedonal entre a futura estação das Amoreiras e o bairro de Campo de Ourique.

O novo comunicado, enviado cerca de uma hora depois, já não identifica as novas estações, nem o nome, nem o número, dizendo apenas que haverá novas estações até 2022. Desaparece também a referência à ligação pedonal a Campo de Ourique e a informação sobre o valor do investimento. Após os pedidos de esclarecimento do Observador, fonte oficial do Ministério do Ambiente adianta que a informação sobre o número e localização de estações, bem como sobre a ligação a Campo de Ourique, estaria errada ou não validada. Ou seja, a informação não estava confirmada para permitir a sua divulgação, daí o segundo comunicado a corrigir o primeiro.

Em dezembro do ano passado, em entrevista ao jornal Público, o ministro do Ambiente, que tem a tutela dos transportes urbanos, afirmou que as estações da Estrela e de Santos deveriam abrir em 2021, ligando a linha amarela à verde no Cais do Sodré. Em relação a Campo de Ourique, Matos Fernandes, dizia que estava a ser estudada uma solução para o financiamento.

Também o valor do investimento anunciado no primeiro comunicado, de 684 milhões de euros, estará errado ou não validado, e não há indicação do montante correto. No primeiro comunicado era ainda revelado que o plano de desenvolvimento iria acrescentar quatro quilómetros à rede já existente e que as novas estações iriam gerar 12 milhões de passageiros, dados que não constam da segunda nota.

Os dois comunicados adiantam que o reforço da oferta vai implicar um reforço do material circulante, com a compra de mais composições, e a contratação de mais colaboradores. Deverá ser dada mais informação na próxima segunda-feira de manhã quando forem apresentados os novos desenvolvimentos, numa cerimónia onde estarão presentes o ministro do Ambiente, Matos Fernandes, e o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina.

A informação que se mantém é a de que para 2017 está prevista a ampliação e reabilitação do cais da estação de Arroios na linha verde, que atualmente só comporta quatro carruagens. Outro projeto para este ano é a reabilitação das escadas rolantes da estação Baixa-Chiado.

De acordo com o Ministério do Ambiente, este projeto vai permitir descongestionar o trânsito na cidade, reduzir os tempos de percurso e diminuir as emissões de dióxido de carbono.

Corrigido com informação de um novo comunicado do Ministério do Ambiente.