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Esta era a história que ninguém esperava escrever. E de todos os ângulos possíveis: por um lado, e num grupo que na teoria era acessível apesar de haver um claro favorito (Manchester United), o Benfica escreveu esta noite uma história negativa ao tornar-se na primeira equipa portuguesa a perder os primeiros quatro encontros da fase de grupos da Champions; por outro, e num grupo que na teoria parecia ter o Basileia em clara vantagem, a vitória do CSKA Moscovo na Suíça abriu uma janela de oportunidade aos encarnados para se tornarem a primeira equipa de sempre a passar aos oitavos-de-final com duas vitórias nas derradeiras jornadas da Liga dos Campeões.

Para isso, o que é preciso? Aqui é mais complicado, mas vamos às contas. Primeiro dado: os comandados de José Mourinho têm de terminar com 18 pontos, ou seja, ganhando os próximos dois encontros. Assim, e em caso de duplo triunfo das águias, todas as equipas ficariam empatadas com seis pontos na segunda posição e teríamos de olhar para os golos: nesse confronto a três, o Basileia está com um saldo de 8-2, o CSKA Moscovo 4-4 e o Benfica 1-7. Ou seja, os encarnados necessitariam de dois resultados volumosos, sobretudo na receção aos suíços…

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Virando a questão ao contrário, a margem do Benfica para se manter na Europa é nula: está obrigado a ganhar os dois encontros em Moscovo e na Luz, com os helvéticos, para não ficar definitivamente atirado para o quarto e último lugar. E esse seria um forte retrocesso nas ambições encarnadas para esta temporada.

Para isso contribui sobretudo um total eclipse dos comandados de Rui Vitória em termos ofensivos: apenas um golo nas quatro partidas realizadas (Seferovic, no desaire com o CSKA Moscovo), menos do que o número de autogolos que Svilar regista nos dois encontros que fez na Liga dos Campeões frente ao Manchester United.

E se no jogo da Luz Svilar acabou por ser traído pelo mau posicionamento, na partida desta noite foi manifestamente infeliz (e nem merecia, porque fez uma boa exibição e defendeu até um penálti) ao ver o remate de Matic que bateu no poste ressaltar nas suas costas e anichar-se nas redes da baliza. De nada valeu mais um recorde do jovem belga que, depois de tornar o mais novo num jogo de Champions, passou também a ser o mais novo a travar um castigo máximo.