Diabetes

Estado vai comparticipar medidor de glicose sem picada no dedo a 15 mil diabéticos

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O Estado vai comparticipar a aquisição de um medidor de glicose que evita picadas a cerca de 15 mil diabéticos. Todas as crianças com mais de quatro anos vão ser abrangidas.

Um doente com diabetes tipo 1 controla os níveis de glicemia, em média, seis vezes ao dia. Com este dispositivo não precisa de picar o dedo

JOAO RELVAS

Autor
  • Marlene Carriço

O Estado vai comparticipar em 85% o medidor de glicose FreeStyle Libre que evita picadas constantes. Cerca de 15 mil diabéticos com diabetes tipo I, onde se incluem todas as crianças com mais de quatro anos que sofrem desta doença, vão ser abrangidas pelo acordo que o Governo fechou com a Abbott e que o Infarmed anunciou esta segunda-feira, em vésperas do Dia Mundial da Diabetes.

Este dispositivo da Abbott é constituído por um sensor redondo que mede 35 por 5 milímetros e que é instalado na parte posterior do braço. Desta forma, a medição dos níveis de glicose é feita de forma automática, dispensando as picadas no dedo na auto-gestão da doença. “É particularmente relevante para as crianças e para os doentes que administram diariamente múltiplas doses de insulina, encontrando-se assim sujeitos a sucessivas picagens no dedo ao longo do dia”, escreve o Infarmed, em comunicado enviado às redações.

Este sensor “armazena os dados de glicose continuamente durante até 14 dias”, que é o tempo de duração de um sensor, detalha a Autoridade do Medicamento, acrescentando que este sistema “garante um maior controlo das hipoglicémias (baixas de açúcar no sangue) e pode disponibilizar uma imagem da glicemia do doente correspondente ao período de 24 horas”.

O dispositivo foi lançado há pouco mais de um ano em Portugal. O kit inicial — que inclui um leitor e dois sensores para o primeiro mês de utilização — custa 169,90 euros. Cada sensor custa depois 59,90 euros.

Assim, em média, o custo mensal para utilizar este medidor ronda os 120 euros. Até aqui, quem optasse por este dispositivo, em alternativa às tradicionais tiras, pagava tudo do seu bolso uma vez que o Estado apenas comparticipava em 85% estas últimas e a 100% os leitores das tiras.

Um doente com diabetes tipo 1 controla os níveis de glicemia, em média, seis vezes ao dia.

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