Os jogos do Benfica a contar para a Primeira Liga na Luz vão continuar a ser transmitidos na BTV por mais uma temporada, até pelo menos 2018/19, mas esse não será o único meio a passar os encontros (site e redes sociais à parte): a partir do próximo ano haverá também a Rádio Benfica ou Benfica FM.

“Compete ao presidente dizer quando é que começa, mas posso adiantar que esse projeto vai acontecer em 2018, o que obrigará a uma nova organização e a um outro pensamento porque há determinado tipo de conteúdos que precisam de ser modernizados para que possam ser disponibilizados nos dois meios [TV e Rádio]. Vejo a Rádio Benfica, ou Benfica FM, como se chamar, como complemento interessante da BTV”, comentou Domingos Soares Oliveira, administrador da SAD dos encarnados, em entrevista ao canal do clube a propósito do seu nono aniversário.

NOS e Benfica: uma relação feita com 400 milhões de euros

Em paralelo, o dirigente explicou também os contornos do negócio entre o Benfica e a NOS, a partir do qual foi possível garantir a manutenção dos encontros caseiros da Primeira Liga na BTV.

“O que ficou negociado é que, até ao final dos primeiros três anos, os jogos passarão na BTV e estamos a meio desse período. Esse contrato renova-se a cada três anos. Se em determinada altura, uma ou as duas partes entenderem que não vale a pena manterem a relação, podem decidir pela não manutenção do acordo, seja em termos de aquisição de direitos de transmissão dos jogos, seja a nível da distribuição da BTV”, sublinhou Soares de Oliveira, que destacou a subida a pique das receitas televisivas (de 7,5 milhões em 2013 para os 40 milhões atualmente).

Os jogos dos grandes. Quem fez o melhor negócio?

Por fim, o administrador da SAD encarnada não deixou de criticar aquilo que foi descrito como tentativas de condicionamento para que os jogos deixassem de passar no canal do clube. “Percebe-se pelo discurso de uma série de intervenientes no setor que o facto de os nossos jogos continuarem a passar na BTV é uma pedra no sapato para essas entidades. Os nossos concorrentes e até alguns antigos parceiros têm dificuldade em aceitar a nossa decisão de forma positiva”, destacou Soares de Oliveira.

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