Um terramoto de magnitude 7,5 atingiu esta quarta-feira o interior da Papua Nova-guiné, dois dias depois de um outro sismo de magnitude 7,6 ter provocado na mesma região avalanchas que causaram a morte de pelo menos 31 pessoas.

De acordo com informação avançada pelo jornal The Guardian que cita o secretário-geral da Cruz Vermelha da Papua Nova-Guiné, Uvenama Rova, pelo menos, 16 pessoas morreram, na sequência do primeiro abalo: 11 na região do sul e cinco na província de Hela. Cerca de 300 pessoas ficaram feridas e há relatos de danos consideráveis em propriedades e infraestruturas.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), que regista a atividade sísmica em todo o mundo, situo o hipocentro do sismo a 10 quilómetros de profundidade e localizou-o a 90 quilómetros de Mendi, capital da província das Terras Altas do Sul. É o maior sismo de sempre registado na região.

Este é o maior sismo que já tivemos alguma vez e atingiu mesmo o centro do nosso país. Ainda não sabemos quantas vítimas teremos. Estamos na fase de avaliação”, disse ainda Rova citado pelo mesmo jornal.

O primeiro sismo, de 7,5 graus de magnitude, registou-se a uma profundidade de 35 quilómetros e com epicentro a uns 90 quilómetros a sul de Porgera, na província de Enga, segundo o USGS. Ao terramoto sucederam-se várias réplicas. O abalo obrigou a suspender os trabalhos na mina Ok Tedi e na exploração de gás de Hides, explorada pela multinacional ExxonMobil, como medida de precaução para avaliar os possíveis danos em instalações.

Os sismos são frequentes na Papua-Nova Guiné, território situado numa zona intitulada “cinturão do fogo” do Pacífico, onde estão localizadas placas tectónicas, fonte de atividade sísmica e vulcânica frequente.