Maternidade

Portugal é o sexto país da UE em que as mulheres têm filhos mais tarde

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Portugal é o sexto país da União Europeia onde as mulheres têm o primeiro filho mais tarde. Itália e Espanha lideram um ranking em que os países de Leste ocupam toda a segunda metade da tabela.

A média de filhos por mulher em Portugal não chega aos dois

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Portugal é o sexto país da União Europeia em que as mulheres mais atrasam a maternidade e o nascimento do primeiro filho: apenas Itália, Espanha, Grécia, Luxemburgo e Irlanda têm mais mulheres a engravidar pela primeira vez depois dos 40 anos. Mas no que toca à taxa de fecundidade, Portugal dá um salto e é o terceiro país da UE com menos filhos por mulher.

Espanha e Itália destacam-se como os dois países onde as mulheres têm menos filhos e engravidam mais tarde. Aliás, a primeira metade da tabela – que destaca as nações onde as mulheres têm o primeiro filho mais tarde – é composta quase na totalidade por países do sul da Europa (escapam o Luxemburgo e a Irlanda). Já no extremo oposto, que revela os países onde as mulheres são mães mais cedo, acumulam-se nações do antigo bloco de Leste: Polónia, Lituânia, Eslováquia, Letónia, Roménia e Estónia.

No que toca ao número de filhos por mulher, a média portuguesa fica abaixo dos dois. Aliás, apenas um país da União Europeia chega perto do limiar dos dois filhos por mulher: França. O El País falou com María Ángeles Durán, uma socióloga que explica que “esta geração de mulheres, sobretudo nas classes médias, decidiram tirar primeiro uma educação universitária e depois arranjar emprego mas atravessaram uma insegurança laboral tremenda”.

O relatório do Eurostat, que utiliza dados de 2016, aponta uma mudança nos hábitos sociais como o principal motivo para estes resultados. “Existe uma elevada percentagem de pessoas sem um parceiro estável nas melhores idades para ter filhos e com uma grande dificuldade para comprar uma casa”, explicou Albert Esteve, do Centro de Estudos Demográficos da Universidade Autónoma de Barcelona.

Em 2016, Albert Esteve escreveu um estudo onde alertava para o facto de uma em cada quatro mulheres nascidas em 1975 não irem ter filhos. “Há pouco dinheiro, o Estado não ajuda e o parceiro também não”, acrescentava.

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