Fernando Correia, porta voz do presidente do Conselho Diretivo do Sporting, garantiu esta segunda-feira, em conferência de imprensa realizada no Estádio José Alvalade, que a Assembleia Geral de dia 17 se irá mesmo realizar e que, no Pavilhão João Rocha, a partir das 14 horas, os sócios do Sporting serão soberanos e terão nas suas mãos todo o poder de decisão no que ao futuro do Sporting e do atual Conselho Diretivo diz respeito.

“Cabe aos sócios e apenas aos sócios do Sporting a missão de analisar, discutir, aprovar ou rejeitar as alterações estatutárias. Não é o Conselho Diretivo que impõe, não é uma imposição; é uma proposta e o Conselho Diretivo, como sempre, acatará a vontade maioritária dos sócios”, começou por garantir Fernando Correia, referindo-se à Assembleia Geral Ordinária marcada para dia 17, relembrando que, caso seja essa a vontade dos associados, será marcada uma Assembleia Geral destitutiva, “se se cumprirem os preceitos legais e estatutários”.

Segundo o porta voz do presidente do Conselho Diretivo leonino, a instituição da Comissão Transitória da Mesa da Assembleia Geral “já decorria dos estatutos dos termos gerais de direito e, conforme jurisprudência comum dos tribunais superiores, fica inequivocamente claro que cabe ao Conselho Diretivo proceder ao pedido de convocação de Assembleias Gerais”.

Assim, a Assembleia Geral de dia 17 irá mesmo para a frente e, entre outros temas, terá como assunto quente a possibilidade do presidente do Conselho Diretivo, Bruno de Carvalho, poder substituir elementos demissionários do próprio Conselho Diretivo. Para Fernando Correia, esta questão prende-se com “a necessidade de paz” no clube. “Não estamos a propor nada de novo, esta medida já estava consagrada nos estatutos até 2013 e foi este Conselho Diretivo que a retirou com a aprovação dos sócios. Quando o fizemos, não pensámos que pudessem existir demissões motivadas por chantagens, calúnias, ameaças ou ofertas de dinheiro. Isso coloca o Conselho Diretivo numa posição de sobressalto permanente”, explicou, concluindo: “Não é aconselhável gerir o clube com um clima de instabilidade diária. É essencial podermos substituir elementos demissionários para termos paz e seguir o caminho até ao final do mandato”.

Por último, Fernando Correia deixou a garantia: o Sporting está disponível para receber o pedido de realização de uma Assembleia Geral destitutiva, por parte dos associados. “Os serviços do Sporting estão preparados para receber todo e qualquer pedido de associados para a realização de uma AG destitutiva. O próprio associado Jaime Marta Soares poderá fazê-lo, de imediato. O primeiro preponente desse requerimento poderá acompanhar todo o processo de validação de assinaturas e restantes requisitos legais e estatutários”, avisou, assegurando, por fim: “Se os serviços do Sporting validarem todo o processo, mantemos o compromisso de pedido de agendamento da AG para que a mesma decorra num prazo não superior a dez dias, com toda as condições de segurança”.