Justiça

Subcomissário da PSP condenado a três anos de pena suspensa por agredir adeptos do Benfica

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O subcomissário da PSP Filipe Silva admitiu ter agredido a soco e à bastonada dois adeptos do Benfica em maio de 2015 e foi condenado a três anos de prisão com pena suspensa.

Antonio Cotrim/LUSA

O Tribunal Judicial de Guimarães condenou esta quinta-feira a três anos de prisão, com pena suspensa, o subcomissário da PSP Filipe Silva, por agressões a soco e à bastonada a dois adeptos do Benfica em maio de 2015.

No julgamento, Filipe Silva admitiu as agressões, mas sublinhou que agiu daquela forma por pensar que iria ser agredido, afirmando que sentiu “medo” face ao clima de tensão que rodeou o jogo disputado nesse dia entre o Vitória Sport Clube e o Sport Lisboa e Benfica.

O arguido alegou que um dos adeptos agredidos o terá injuriado, cuspido e oferecido resistência à ordem de detenção, pelo que teve necessidade de recorrer à força, usando primeiro um cassetete e depois um bastão extensível. O subcomissário disse que foi agarrado “por trás” pelo pai daquele adepto, um “ataque” a que respondeu com dois murros. “Agi da forma que foi possível naquele momento de grande tensão e de adrenalina. O nível de força que utilizei não ultrapassou os limites máximos das normas de execução permanente”, referiu.

A versão do arguido foi contrariada pelos dois agredidos, tendo o filho garantido que não injuriou nem cuspiu sobre o subcomissário e que apenas gesticulou, face à situação complicada que se estaria a viver no interior do estádio, onde os adeptos do Benfica ficaram retidos no final do jogo, num dia de “extremo calor” e de “muita confusão”.

O pai negou igualmente que tivesse tocado ou agarrado Filipe Silva. “Vi o meu filho levar porrada de qualquer maneira e feitio, ia ajudar a ver se ele se livrava daquilo e também levei”, descreveu.

Os factos remontam a 17 de maio de 2015, logo após o final do jogo entre o Vitória Sport Club e o Sport Lisboa e Benfica, no exterior do Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães. Nas alegações finais, o Ministério Público pediu a condenação de Filipe Silva, mas numa pena não privativa da liberdade.

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