Marcelo Rebelo de Sousa tem sido comentador assíduo das incidências de Portugal neste Campeonato do Mundo. E se o fez nos bons momentos — nos jogos que colocaram a Seleção nos oitavos de final –, também o fez no encontro que pôs termo ao sonho. O Presidente da República confessou o que disse à equipa depois da derrota com o Uruguai.

“Em primeiro lugar, disse que na vida de todos nós há dias melhores e dias piores. E dei o meu exemplo, que na minha carreira académica, como comentador e como político, houve dias em que achei que tinha feito tudo e que por um bocadinho correu mal. Houve outros dias que tinha feito tudo menos bem e deu para ser bem sucedido. Isto pode acontecer a todos”.

“Aquilo que lhes queria dizer e disse, em nome dos portugueses, é que lhes queria agradecer por estes dias de alegria. Foram 15 dias ou três semanas de alegrias e de sonhos. O país vibrou: encheu as praças, por isso fico-lhes eternamente grato pelos sonhos que permitiram alimentar e pelas alegrias que proporcionaram”, acrescentou.

Marcelo pediu aos jogadores que não fossem derrotistas: “Acho que jogámos muitíssimo bem, principalmente na segunda parte. Foi talvez o jogo mais bem jogado da equipa portuguesa. Não deu. Não deu por falta de sorte, não deu porque o segundo golo apareceu em contracorrente por um mero sobressalto fortuito. Mas na vida acontece sempre isso. Olhando para o balanço, não deixam de ser muito bons nem deixam de ser em alguns aspetos os melhores. E não deixamos de ser campeões da Europa. Jogámos hoje pela fibra de campeões”.

Também o primeiro-ministro António Costa reagiu à eliminação de Portugal. O chefe de governo disse que a Seleção “podia ter ganho”. “É pena. A equipa bateu-se muito bem até ao último segundo”, referiu citado pela TSF.

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