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Bolsonarismo está vivo e triunfa no Brasil. Flávio mais perto de ser Presidente, Lula com reeleição em risco

No poder local, regional e nas presidenciais, bolsonarismo mostrou a sua força. Flávio Bolsonaro obtém 47% e decreta "fim da era" do PT. Lula fica-se pelos 45% e diz que 2.ª volta é "prova dos nove".

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Quase nenhuma sondagem previa a onda que se gerou este domingo. Com o seu fundador detido, o bolsonarismo afirmou-se, fez uma prova de vida e prepara-se para governar no Brasil nos próximos quatro anos. Flávio Bolsonaro venceu a primeira volta das eleições presidenciais com 47% dos votos. Não chegou aos 50% de votos válidos — terá de ir a uma segunda volta a 25 de outubro —, mas as chances de chegar à presidência são elevadas. “Está decretado o fim da era do PT [Partido dos Trabalhadores]”, declarou o vencedor da noite eleitoral.

E não é apenas isso: o Partido Liberal (PL) obteve importantes vitórias no Congresso e entre os governadores eleitos. A noite deste domingo correu de feição para a família Bolsonaro. A atual mulher do antigo Presidente, Michelle Bolsonaro, foi eleita para o Senado. Outro dos filhos, Carlos Bolsonaro, também será senador nos próximos quatro anos. Nas urnas, os eleitores deram mais uma prova de confiança ao bolsonarismo — e evidenciaram o desgaste da imagem do atual chefe de Estado, Lula da Silva.

A onda do PL, os lugares do apelido Bolsonaro e os recordes de Michelle e Nikolas. Os números da primeira volta das eleições

O atual Presidente brasileiro obteve 45% dos votos e não conseguiu vencer a primeira volta. Lula da Silva terá agora um caminho difícil para percorrer, caso queira permanecer no Palácio do Planalto. O líder do Brasil terá de arranjar forma de encontrar 2,3 milhões de votos para colmatar a diferença face a Flávio Bolsonaro. A dinâmica não abona a seu favor: em todo o país, nas eleições para governadores e para o Congresso, o Partido dos Trabalhadores (PT) perdeu força.

Obtendo o pior resultado desde 2002 numa primeira volta, ano em que foi eleito pela primeira vez Presidente, Lula da Silva terá ainda de contrariar a História da política brasileira: nunca um candidato que perdeu a primeira volta conseguiu vencer a segunda. A missão é muito exigente para o candidato do PT, mas, no discurso da derrota, prometeu: “Os bolsonaristas se preparem, porque nós vamos derrotá-los”.

A noite de sonho para o bolsonarismo

Em 2022, o estado de espírito entre os bolsonaristas era bastante diferente. Jair Bolsonaro perdeu a primeira volta e não conseguiu ser reeleito. Desde aí, o movimento tentou reconfigurar-se, mas não foi uma tarefa fácil. Na sequência da invasão ao Palácio dos Três Poderes, dias após a tomada de posse de Lula da Silva em 2023, o antigo Presidente foi julgado e condenado a 27 anos e três meses de prisão e proibido de concorrer a cargos públicos. O bolsonarismo ficou sem ninguém ao leme.

epa08628612 (FILE) - Then Brazilian President-elect Jair Bolsonaro (R) and his son, then elected senator Flavio Bolsonaro (L), arrive at the Supreme Court of Justice for a press conference in Brasilia, Brazil, 07 November 2018 (reissued 27 August 2020). According to the senator's office statement, the eldest son of Brazilian President Jair Bolsonaro, Senator Flavio Bolsonaro, said he has tested positive for the new coronavirus.  EPA/Joedson Alves *** Local Caption *** 54757503

▲ Flávio e Jair Bolsonaro

Joedson Alves/EPA

O sucessor demorou algum tempo a ser definido e houve uma luta acirrada nos bastidores entre Michelle e Flávio Bolsonaro. Foi o segundo que acabou por herdar o movimento e foi ele que ficou incumbido de chegar ao Palácio do Planalto. Afetada pelas polémicas com a madrasta, a campanha não começou muito bem. No entanto, o candidato soube dar a volta ao texto e conseguiu cativar o eleitorado, como revelam os resultados desta noite.

A grande promessa da campanha de Flávio consistiu na amnistia ao pai. No entanto, o candidato do PL foi além disso e insistiu num tema que continua a preocupar os eleitores: crime e segurança. Segundo várias sondagens, estas são as prioridades que o eleitorado quer ver resolvidas com mais urgência. Pedindo penas de prisão mais duras e medidas para terminar com o crime organizado, o filho de Jair Bolsonaro lançou em junho o plano “Brasil sem medo”, em que prometeu também um maior envolvimento das Forças Armadas no combate a este fenómeno.

“Quem vai voltar a mandar no Brasil será a lei”, “vamos desorganizar o crime organizado e asfixiar o crime física e financeiramente” e “quem comete crimes graves vai entender que prisão é punição”. Estas foram algumas das promessas do plano “Brasil sem medo”, que ajudou Flávio Bolsonaro a transmitir a ideia de que ele é o único que vai combater o crime organizado e que vai prevenir a violência nas ruas.

epa13221053 Brazilian presidential candidate Flavio Bolsonaro speaks at an event marking Brazil's Independence Day on Paulista Avenue in Sao Paulo, Brazil, 07 September 2026.  EPA/ISAAC FONTANA

▲ Flávio Bolsonaro fez o combate ao crime uma das suas bandeiras

ISAAC FONTANA/EPA

A campanha de Lula da Silva entendeu que o adversário estava a ganhar vantagem nesse campo e até endureceu o discurso na reta final da campanha, como nota o Globo. O PT chegou a distribuir folhetos a prometer “mais firmeza contra o crime” para atrair eleitores do centro. “Não podemos ter discurso leniente. Precisamos afastar do convívio social todos que agem com extrema violência. Mas não é o discurso raso de que ‘bandido bom é bandido morto’. O Presidente sabe que o combate tem de ser firme, mas isso não vai ser feito com violência”, disse à estação televisiva o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.

Nas últimas semanas, houve também um assunto que beneficiou a campanha de Flávio Bolsonaro: a polémica judicial em redor de Alexandre de Moraes, o controverso juiz do Supremo Tribunal Federal responsável pelo processo que levou à condenação do antigo Presidente a 27 anos e três meses de prisão. Inimigo declarado do bolsonarismo, o magistrado corre o risco de ser julgado pelas suas alegadas ligações ao caso Master — um megaprocesso de corrupção que afetou o setor bancário no Brasil.

O nome que desprezava o bolsonarismo acabou por ser arrastado para uma trama judicial. O Supremo Tribunal Federal ainda não decidiu se Alexandre de Moraes será julgado. Mas foi a partir desse escândalo que Flávio Bolsonaro se aproximou de Lula da Silva nas sondagens, principalmente na segunda volta. O juiz sempre manteve uma proximidade ao atual Presidente — que, na reta final da campanha, também se tentou distanciar daquele que tanto elogiou no passado por salvar a democracia brasileira.

11 respostas para entender como o caso do juiz Alexandre de Moraes está a dominar a campanha eleitoral no Brasil

No caso Master, Flávio Bolsonaro também tem telhados de vidro. O candidato terá pedido ajuda a Daniel Vorcaro — o principal rosto do caso Master — para financiar um documentário sobre Jair Bolsonaro. Porém, essa suspeita perdeu-se no meio do possível julgamento de Alexandre de Moraes, um juiz que ganhou grande protagonismo desde 2022. Entre os bolsonaristas, a revolta com a forma como o magistrado conduziu o processo de Jair Bolsonaro pesou mais.

Não é apenas o caso Master. O nome do candidato do PL está envolvido em vários processos de corrupção, outra preocupação assumida dos eleitores brasileiros. Porém, Flávio Bolsonaro soube não expor as suas vulnerabilidades eleitorais, como analisa a Folha de São Paulo. “A ausência do debate, uma opção também de Lula, só ajudou”, aponta o jornal. Beneficiando de uma imagem mais moderada do que o pai, o político soube proteger eficazmente a sua imagem dos escândalos a que está associado.

No discurso em que reconheceu a derrota — mesmo admitindo que não a esperava —, Lula da Silva recordou precisamente as controvérsias que rodeiam Flávio Bolsonaro. “Com relação com os milicianos, com o crime organizado, com os assassinatos no Rio de Janeiro… Tudo isto vai ficar claro. E também com a participação na criação do Banco Master, que resultou não apenas na maior corrupção desse país, mas também na maior orgia, envolvendo políticos e autoridades desse país”, frisou.

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▲ Apoiantes de Flávio Bolsonaro cumprimentam Flávio Bolsonaro e celebram a vitória eleitoral

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A vitória de Flávio Bolsonaro foi importante para o bolsonarismo, mas, este domingo, o movimento não venceu apenas as presidenciais. O Partido Liberal foi o que elegeu mais governadores no país e é o que terá mais representantes na Câmara dos Deputados e no Senado. Nestas eleições, o poder local e legislativo brasileiro consolidou-se e manteve-se à direita. Caso Flávio Bolsonaro chegue à presidência, isso ajudá-lo-á a seguir a sua agenda, encontrando menos resistência e menos necessidade de formar coligações.

A vitória para governador à primeira volta de Tarcísio de Freitas em São Paulo reforçou a perceção de que o bolsonarismo está bem vivo, assim como o bom resultado da direita no Rio de Janeiro — cujo candidato, Douglas Ruas, ficou muito perto de vencer à primeira volta, contrariando os maus números das sondagens. Nos grandes centros urbanos, o movimento político ganhou terreno face a 2022. Aliás, Flávio Bolsonaro venceu aqueles dois estados nas presidenciais (51,93% em São Paulo, 53,01% no Rio de Janeiro).

A má noite de Lula da Silva — que acredita numa reviravolta

O atual Presidente acreditava que ia vencer logo à primeira volta, como admitiu no discurso em que reconheceu a derrota. Na verdade, Lula da Silva nunca venceu uma eleição presidencial à primeira volta — precisou sempre de ir a um “mata-mata”, em que garantiu ser “muito bom”. No entanto, o histórico mostra que o chefe de Estado nunca venceu uma eleição em que tenha terminado a primeira volta em segundo lugar.

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▲ Lula da Silva acredita que vai vencer na segunda volta

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Nas últimas semanas, Lula da Silva lembrou a obra feita, apresentando muitas vezes o argumento de que retirou o Brasil do mapa da fome. O Presidente brasileiro estruturou a campanha em torno do seu carisma, da sua imagem e do seu legado — afinal, é o chefe de Estado que mais tempo esteve no Palácio do Planalto no século XXI. Tal como fez em 2022, reeditou ainda a narrativa da escolha entre a “democracia e a barbárie”, numa tentativa de captar o eleitorado de centro.

Porém, o petista parece ter desvalorizado o facto de a sua figura despertar reações polarizadas. Por um lado, existe um eleitorado fiel e devoto a Lula da Silva; por outro, uma forte e consolidada rejeição por parte de vários setores da sociedade brasileira. Acresce que o Presidente governou os últimos quatro anos — o que gera algum desgaste —, tendo sido obrigado a condicionar grande parte da sua agenda para fazer acordos com o centro político, num Congresso em que nunca obteve maioria.

[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]

Com 80 anos, Lula da Silva focou a campanha no passado — e parece ter ficado preso nele. Durante a campanha, não conseguiu vender com eficácia uma imagem de futuro aos brasileiros. Como analisa a Folha de S.Paulo, o lulismo “reclama da falta de reconhecimento acerca de bons indicadores da economia, mas esqueceu o contexto”: “Se o desemprego está em baixa, basta andar por uma grande cidade para ver onde estão os postos de trabalho. A inflação pode estar sob controlo, mas o endividamento de famílias tolheu qualquer sensação de bem-estar”.

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▲ Apoiantes de Lula da Silva em Brasília a assistir à noite eleitoral

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Foi precisamente nesse argumento que Flávio Bolsonaro pegou no discurso da vitória. Decretando o fim da era do PT, o candidato deu conta da sua interpretação do legado de Lula da Silva: “O recorde de mulheres assassinadas, de brasileiros endividados, altos impostos, de desesperança e empresas fechadas”. Recordou também que o chefe de Estado já disputou “sete eleições presidenciais”, acusando-o de estar “preocupado em perpetuar-se no poder”.

Na reta final da campanha, para além do carisma e do legado, o Presidente brasileiro tentou ainda, como escreve o Estadão, “abrir o cofre e ampliar os gastos públicos” para tentar “conquistar votos”. Anunciou uma expansão dos apoios sociais, como a Bolsa Família, e prometeu avançar com o fim da escala de seis dias de trabalho por semana. Ainda assim, isso não foi suficiente para assegurar uma vitória nesta primeira volta.

Para além disso, em termos locais, o PT voltou a registar um mau resultado, algo que já acontece há algumas eleições. A perda de influência nas grandes cidades e o recuo em vários estados demonstraram que a esquerda brasileira continua a ter dificuldades em impor-se regionalmente. Nem uma possível vitória no Rio de Janeiro com Eduardo Paes, uma aposta de Lula da Silva, se confirmou.

epa12599784 Brazilian senators attend a Senate session in Brasilia, Brazil, 17 December 2025. The Brazilian Senate approved a bill seeking to reduce the sentences of former president Jair Bolsonaro, who was sentenced to 27 years in prison, and other participants in the coup plot that followed the 2022 elections.  EPA/ANDRE BORGES

▲ Domínio do Congresso pela direita vai dificultar eventual nova presidência de Lula da Silva

ANDRE BORGES/EPA

Nas eleições para o Congresso, o Partido dos Trabalhadores vê cada vez mais a direita a afirmar-se, sem conseguir dar resposta a esse fenómeno. Caso Lula da Silva consiga vencer na segunda volta, o Presidente terá de enfrentar um poder legislativo mais hostil e menos disposto a fazer coligações — um cenário que irá dificultar o seu mandato, bem como a sua sucessão à frente da esquerda.

Pode Lula dar a volta ou Flávio está perto de ser coroado?

A partir desta segunda-feira, a campanha volta ao ponto de partida. Com um princípio lógico: num país bastante polarizado como o Brasil, é muito difícil haver transferência de voto de Flávio para Lula e vice-versa. As equipas dos dois candidatos tentarão agora convencer a votar em si os eleitores que optaram pela terceira via, assim como tentar apelar aos abstencionistas.

Nos candidatos de terceira via, o caminho é mais fácil para Flávio Bolsonaro. Renan Santos (que obteve 2,24% dos votos), Ronaldo Caiado (2,18%) e Romeu Zema (0,27%) são candidatos assumidamente de direita, da mais radical à neoliberal. A transferência de voto mais natural seria a transferência de voto para o candidato do PL, algo que lhe abriria portas para uma vitória confortável a 25 de outubro.

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▲ Augusto Cury, candidato que ficou em terceiro lugar na primeira volta, não declarou apoio a nenhum candidato

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No entanto, apenas Romeu Zema já deu sinais de que vai apoiar Flávio Bolsonaro. Renan Santos assinalou que o voto em Lula e Flávio não “faz diferença” e caracterizou o candidato do PL como “um nada” em termos de carisma — mas o seu eleitorado é bastante à direita e dificilmente votará num político de esquerda. Já Ronaldo Caiado, que se identifica como sendo de “direita raiz” e fez campanha a defender os interesses da agropecuária, garantiu que se manterá neutro. Na mesma medida, o centrista e escritor Augusto Cury, que angariou 2,89% dos votos na primeira volta, descartou dar apoio a qualquer dos candidatos.

Assim, o apoio da terceira via a Flávio Bolsonaro é, tendo em conta o oponente, apenas provável — e não é líquido. Mas há outra parcela da população a que tanto o filho de Jair Bolsonaro como Lula da Silva vão tentar chegar: quem não votou este domingo. Aliás, num país em que o voto é obrigatório para a generalidade da população, a taxa de abstenção na primeira volta das presidenciais foi de 21,08% — o maior valor desde 1998 (21,49%), se bem que tenha sido apenas uma ligeira subida face a 2022 (20,95%).

Os dois candidatos, como mostram as sondagens, têm taxas de rejeição idênticas, a rondar os 50%, com uma ligeira desvantagem para Lula da Silva. Isto quer dizer que há muitos brasileiros que não gostam de nenhum dos candidatos. Se alguns votam mesmo que contrariados, outros preferem não participar politicamente nestas eleições. E poderá ser difícil convencê-los da importância de votar na segunda volta.

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▲ Lula da Silva e Flávio Bolsonaro mantêm taxas de rejeição elevadas

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O Presidente brasileiro já reconheceu que quer chegar a esse público. “Mais de 20 milhões de pessoas não compareceram para votar. Vamos fazer um apelo para que essas pessoas saibam que, nesse momento histórico do Brasil, o voto é necessário para decidir o futuro desse país”, sinalizou Lula da Silva. Para superar Flávio Bolsonaro, precisa de convencer 2,3 milhões de eleitores.

Lula da Silva, o rosto da política brasileira nas últimas décadas, assumiu que o jogo não está perdido, mas será realisticamente mais difícil ganhá-lo. A segunda volta será a “prova dos nove”, como definiu. A estratégia do Presidente brasileiro é continuar a “mostrar o que foi feito” e o que a “sociedade espera que seja feito”. “Ninguém mais do que nós pode oferecer à sociedade brasileira um futuro”, frisou, mostrando-se confiante de que vai conseguir chegar a uma reviravolta histórica na democracia brasileira.

Para Flávio Bolsonaro, o cenário é mais otimista. O candidato assegurou que vai manter a “campanha limpa” e deverá evitar expor-se em demasia, mantendo a fórmula que o levou a vencer a primeira volta. Em simultâneo, vai acenar com uma “mudança” de ciclo. O caminho para o Palácio do Planalto ainda não está garantido e há muito em jogo, mas o candidato do PL tem mais razões para ter esperança.

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