Marinha Portuguesa

Novo navio da Marinha batizado esta sexta-feira por mulher do primeiro-ministro

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Navio NRP Sines, encomendado em 2014, vai ser baptizado em Viana do Castelo pela mulher do primeiro-ministro. Aguiar Branco, que fez encomenda, não foi convidado. A Marinha espera por mais barcos.

O NRP Sines começou a ser construído em 2015 e foi anunciado no final de 2014 pelo ministro da defesa do antigo governo

DanielaFerreira/West Sea

O novo navio patrulha oceânico, o NRP Sines, é o primeiro navio a ser construído nos estaleiros da West Sea, em Viana do Castelo, e vai ser batizado pela mulher do primeiro-ministro, Fernanda Tadeu. Além da mulher de António Costa e do próprio, a cerimónia vai contar com a presença de deputados eleitos pelo círculo de Viana do Castelo, do Ministro da Defesa, e dos presidentes da câmara de Viana e de Sines (este último convidado pelo nome do barco). Mas José Pedro Aguiar Branco, o ministro do anterior Governo que encomendou os navios, não foi convidado.

Quanto a Fernanda Tadeu, mulher do primeiro-ministro, ser madrinha do navio, o porta-voz da Marinha, comandante Fernando Fonseca, explicou ao Observador que faz parte do protocolo. “Normalmente costumam ser as mulheres dos senhores primeiro-ministros e dos Presidentes da República”, adianta. Na última cerimónia de batismo de um navio da Marinha, o NRP Figueira da Foz, a missão coube à secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, Berta Cabral (em 2013, no Alfeite).

A madrinha do NRP Sines ser a mulher de António Costa foi uma escolha da Marinha: “Honra-nos a escolha”, afirma o comandante Fernando Fonseca. Na prática, na cerimónia Fernanda Tadeu vai fazer um pequeno discurso que, como explica o oficial da Marinha, “costuma ser a desejar felicidades à guarnição”. Depois de a embarcação ser abençoada pelo capelão, a mulher do primeiro-ministro lançará uma garrafa contra o casco.

“Este é um momento importante para a construção naval nacional. Quando falamos num gasto para a Defesa estamos a investir no país. Os estaleiros são portugueses. Há economia local que é dinamizada”, sublinhou ainda o porta-voz da Marinha. Na cerimónia, a Marinha espera que o primeiro-ministro anuncie a continuação do investimento nestes estaleiros, como explicou o porta-voz ao Observador:

Estamos na expectativa de que o senhor primeiro-ministro vá continuar a construção deste tipo de navios. Temos já navios muitos velhos e estamos à espera se se vai confirmar ou não o interesse do governo em mais seis unidades.”

Um navio encomendado por Aguiar Branco e recebido por Azeredo Lopes

O NRP Sines foi um dos dois navios patrulha anunciados em 2014 pelo ministro da defesa do antigo Executivo, José Pedro Aguiar Branco. O político não foi convidado a estar presente nesta cerimónia, como confirmou o próprio ao Observador. Em 2013, o atual presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, que vai estar presente na cerimónia, declarou o “velório da construção naval” com uma coroa de flores, na sequência do encerramento dos estaleiros de Viana do Castelo, então uma empresa pública. O ato do autarca foi feito a propósito da subconcessão à West Sea e à Martifer das instalações.

Aguiar Branco lembra que, “na altura, o presidente da câmara até fez um velório”, mas sublinha que o Governo do qual fez parte deixou as condições financeiras para que a concessão e a construção de navios continuassem.

O importante é que, num período difícil orçamental e de contas exigentes, tenham existido condições para construir navios essenciais para a Marinha Portuguesa.”

Este novo navio de patrulha da Marinha vai entrar em operações sem canhões no convés e com lanchas semi-rígidas temporárias para as missões de busca e salvamento, avançou o Diário de Notícias. Em vez dos canhões, serão utilizadas armas pesadas Browning de calibre 12,7 mm, revelou o comandante.

Está em falta também o sistema de artilharia MARLIN-WS e o sistema eletro-ótico Medusa MK4, que serve para controlo de tiro e tem sensores de vigilância. Estes sistemas foram autorizados em setembro pelo Ministro da Defesa, tendo o processo sido lançado através da NSPA, a agência da NATO que apoia os países na escolha e compra de material de guerra, com um custo de 6,5 milhões de euros.

A “falta de financiamento”, disse o porta-voz da Marinha, impediu a compra destes sistemas e, por isso, o processo ainda vai demorar a ser concluído.

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