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É uma hora.
Muito boa noite. Não vai haver acampada à frente da Assembleia da República. A organização do protesto diz que não estão reunidas as condições para pernoitar junto ao Parlamento. Ainda assim, a esta hora, ainda se encontram muitas pessoas que permanecem junto à Assembleia da República. No entanto, o protesto deve desmobilizar em breve, como dá conta o jornalista do Observador, Miguel Pina Andrade.
A decisão de não montar tendas nem sequer foi a votação. Foi, sim, Priscila Valadão, uma das porta-vozes do movimento Acampada de Lisboa, que desfez qualquer dúvida que houvesse. No final da Assembleia Popular, ouviu-se nas colunas que não estavam reunidas as condições de segurança para acampar à frente do Palácio de São Bento. Foram quase três horas de discursos, alguns mais focados nos problemas da habitação, outros com fortes críticas a Luís Montenegro e a muitos ministros do Executivo da AD. Ao longo da noite, os momentos de maior tensão foram acontecendo apenas quando os cinco agentes da PSP, que vigiaram a manifestação nas escadarias do Palácio de São Bento, eram rendidos. Mas de destacar que, fora estes momentos, foi um protesto bastante pacífico. Apesar de não ter havido tendas propriamente montadas, houve algumas que viajaram pelos braços da maré de gente que encheu a praça. Aqui um gesto simbólico daquilo que tem sido a realidade de duas das praças mais importantes da capital e também da cidade do Porto. De dar nota também que o palco onde, ao longo da tarde e da noite, foram feitos os discursos, já foi, entretanto, desmontado, com essa desmobilização clara. Permanecem apenas agora aqui algumas centenas de pessoas. São os últimos sinais de vida de uma manifestação que contou com muitas milhares de pessoas, mas que não terminou com uma acampada à frente da Casa da Democracia, apenas com essa garantia da organização da acampada, que esta quarta-feira vai acontecer nova assembleia popular no Rossio, está marcada para às 19h.
O retrato da manifestação que está para terminar à frente da Assembleia da República, trazido aqui pelo jornalista Miguel Pina Andrade. Ao Observador, a porta-voz do protesto, Priscila Valadão, explica que a decisão de não pernoitar na rua não foi tomada em Assembleia Popular, mas sim pela equipa de segurança da acampada. Nas reações políticas a esta manifestação, o Partido Socialista pede novamente ao governo que recue na lei das rendas perante o mar de gente em protesto. Foi esta a expressão utilizada por Eurico Brilhante Dias, que critica também o uso da polícia como extensão do governo, aponta uma instrumentalização das forças de segurança por parte do Executivo.
Isto não é um problema policial, isto é um problema de políticas de habitação, é a questão central, é o custo de vida. E o Partido Socialista quer mostrar também a solidariedade com os manifestantes que pacificamente estão aqui a dizer ao governo e ao Chega que retirem a lei das rendas, a lei dos despejos. Esta solidariedade minha e de outros deputados do PS é para quem luta na rua.
Eurico Brilhante Dias, aqui no registo da Agência Lusa, o líder parlamentar do PS manifestou solidariedade para com os manifestantes. Foi um dos deputados socialistas que acompanhou o protesto. Protesto esse que aconteceu em dia de discussão na generalidade do Orçamento do Estado para o próximo ano, na intervenção de abertura e depois de mais de uma semana em silêncio, o primeiro-ministro defendeu a atuação da polícia numa discussão que relegou o debate sobre o Orçamento do Estado para segundo plano. Miguel Vítor Dias.
11 dias depois do silêncio.
A Polícia de Segurança Pública tem sido especialmente cuidadosa e competente na reposição da normalidade sempre que se verificam excessos.
Luís Montenegro defendeu a atuação da polícia, apesar de não gostar do que viu.
Não são imagens que nós gostemos de ver. Claro que não, senhora deputada, eu também não gosto de ver. Daquilo que eu observei, as forças de segurança só intervieram mesmo em última rávia.
O primeiro-ministro a responder ao Livre perante um José Luís Carneiro, do PS, a acusar o governo de ter dado orientações para a carga policial.
O uso da força é uma última e uma derradeira opção. As forças policiais cumprem orientações do poder político.
Montenegro rejeitou a acusação e contrapôs com o passado de Carneiro no Ministério da Administração Interna. Já André Ventura quis saber por onde tem andado o chefe do governo.
Onde é que andou quando o país se debatia com manifestações em todas ou muitas das suas cidades, em que polícias eram agredidos e o país não sabia do seu primeiro-ministro?
Onde é que o primeiro-ministro andou? Andou a trabalhar. Todos os dias o primeiro-ministro esteve por dentro de tudo.
A resposta do primeiro-ministro, as críticas à intervenção policial foram consensuais à esquerda, mas Paulo Raimundo lembrou também outras polémicas.
Insistiu, inclusive, naquela teoria dos egoístas. Eu só espero que também não alimente aquela ideia de que os jovens têm feito poucos sacrifícios.
Mas Luís Montenegro, que acusa os partidos que compuseram a geringonça de terem faltado à chamada nos últimos 10 anos, insistiu.
Espero que esses partidos não caiam na tentação, por razões meramente egoísticas, importar para Portugal climas de instabilidade e contestação que não encontram respaldo na sociedade.
O primeiro-ministro a responder à oposição sobre as polémicas dos últimos dias, num debate em que o Orçamento do Estado ficou mesmo para segundo plano.
Miguel Viterbo Dias com os destaques do debate do Orçamento do Estado para 2027. Este foi o primeiro de dois dias de discussão. A votação na generalidade acontece também esta quarta-feira à tarde. Ainda sobre a crise na habitação, o PS está aberto ao diálogo, mas garante que não vai compactuar com a Lei das Rendas do Governo. É uma garantia deixada esta noite por José Luís Carneiro, em resposta ao pedido de diálogo por parte do presidente da República.
O Governo devia ter essa capacidade de diálogo com os partidos da oposição. E entendo que o senhor presidente da República tem razão quando diz que é necessário haver um diálogo construtivo. Agora, nós não podemos é concordar com o Governo, quando o Governo avança com uma lei de rendas que cria dificuldades aos jovens, às famílias e aos idosos, que vão criar instabilidade e insegurança na vida das pessoas. Por outro lado, também não posso estar de acordo com o Governo, quando o Governo estabeleceu uma lei de rendas de 2.300 €.
Palavras do secretário-geral do PS esta noite em Setúbal. Diz que concorda com António José Seguro quanto ao diálogo entre partidos, mas rejeita viabilizar a Lei das Rendas do Governo. O Banco Europeu de Investimento anunciou um reforço de 300 milhões de euros para apoiar o setor da habitação em Portugal. Trata-se de um empréstimo destinado principalmente ao setor privado para apoiar a construção e reabilitação de casas. O anúncio foi feito na tarde desta terça-feira pela presidente do Banco Europeu de Investimento, Nadia Calviño, numa cerimónia em Lisboa, que contou com a presença do presidente da República. António José Seguro elogia este apoio.
Os anúncios hoje aqui feitos pela senhora presidente, em particular a disponibilidade de meios de financiamento pra habitação, é uma excelente notícia. O apoio do BEI à habitação acessível pode ajudar a responder a estas dificuldades. O financiamento de longo prazo permite preparar e realizar investimentos que precisam de continuidade. A nossa responsabilidade é assegurar que essa oportunidade se concretiza, que os projetos avançam, que as casas ficam disponíveis e que as famílias encontram respostas compatíveis com os seus rendimentos.
O presidente da República, na cerimónia dos 50 anos do grupo Banco Europeu de Investimento em Portugal, voltou a apelar ao diálogo entre forças partidárias para encontrar soluções para o setor da habitação. Em Israel, estão a ser contados os votos das eleições legislativas, com 6,5% dos votos apurados a esta hora. Benjamin Netanyahu segue na frente, é o primeiro ato eleitoral depois dos ataques do 7 de outubro. Tudo indica que a noite vai ser longa, só amanhã se deve conhecer o vencedor. Há ainda vários cenários em cima da mesa, diversas hipóteses de coligação que permitam chegar a uma maioria de 61 deputados no Parlamento israelita. Como disse, com cerca de 6,5% dos votos apurados, o Likud, partido de Benjamin Netanyahu, segue na frente. No entanto, duas projeções dão empate entre o bloco de Netanyahu e o bloco da oposição. Entretanto, apesar dos resultados prematuros, Gadi Eisenkot já discursou, diz que o partido fez história e sublinha que o povo israelita saiu à rua para escolher a mudança. Para já, não há qualquer reação ainda de Benjamin Netanyahu. Pode acompanhar todas as atualizações de resultados ao longo da noite no live blog do Observador. Terminamos este jornal a falar de desporto. O Sporting está na final four da Taça da Liga, venceu esta noite o Marítimo por 2 x 1. O médio Pedro Lima bisou na estreia a titular pelo Clube de Alvalade. Já perto do fim, Adrien Butze ainda reduziu para o Marítimo, mas o resultado não sofreu depois mais alterações. 2 x 1 para o Sporting, que segue assim para a final four da Taça da Liga. Depois do encontro, Rui Borges diz que a equipa podia ter evitado o sofrimento final.
Um 11 inicial que se calhar nunca esteve junto. É difícil às vezes apanhar algumas dinâmicas, mas a equipa esteve lá competente, bastante competitiva, percebeu rapidamente o que é que tinha que fazer perante uma equipa que alterou o seu sistema no jogo de hoje para o Sporting. Por isso, sabíamos também que era uma equipa que iria tentar contra-ataque, ataque rápido, que é isso que as equipa têm tentado aproveitar. Fomos conseguindo anular e acabamos por fazer um gol até numa perda de bola nossa, numa etapa de construção. Por isso, é uma perda que não pode existir, mas faz parte o erro do jogo. Acabamos por acabar aqueles últimos dois minutos com um bocadinho de sentimento de incerteza, escusadamente.
A análise de Rui Borges à vitória frente ao Marítimo. Já Mitchell van der Gaag, técnico dos madeirenses, diz que a equipa pecou pela falta de concentração em alguns momentos do jogo.
Antes do jogo falamos sobre uma resposta, falamos da reação, e acho que fizemos isto. Infelizmente, sofremos o gol um minuto antes do intervalo. Uma bola parada e os detalhes fazem diferença, porque nós não tivemos muitas oportunidades, mas tivemos oportunidades para chegar mesmo na baliza adversária e falhava o último passe. E agora, infelizmente, sofremos, como já disse. E pronto, acho que na segunda parte tivemos uma fase muito forte e depois 2 x 0. Não foi fácil para a equipa, porque depois vão lembrar-se do último jogo contra o Guimarães.
A análise de Mitchell van der Gaag depois da derrota por 2 x 1 em Alvalade, o Sporting segue em frente para a final four da Taça da Liga. Termina assim este jornal da 01:00. A informação regressa à 13:30. Fique desse lado.