Os Ensino Superior pode sofrer uma quebra na procura de cerca de 9%, invertendo a tendência de crescimento dos últimos quatro anos. A manter-se o ritmo do registos, as universidades e politécnicos podem receber entre quatro mil e cinco mil candidaturas a menos do que em 2017.

De acordo com as estatísticas publicadas diariamente pela Direção Geral do Ensino Superior (DGES), foram registadas 36.275 candidaturas até ao final do dia 31 de agosto (14º dia do concurso). No período homólogo de 2017, já tinham sido registadas 39.808, mais 3.533 (cerca de 9%) candidaturas do que este ano. O número de candidaturas registadas tem sido inferior a 2017 em todos os dias do concurso.

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Em 2017, candidataram-se ao Ensino Superior 52.434 estudantes, o número mais elevado desde 2010. A manter-se este ritmo, prevê-se que sejam registadas entre quatro mil e cinco mil candidaturas a menos.

O presidente da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior, contactado pelo jornal Público, refere que os exames “atípicos” deste ano podem ser uma das razões para a quebra na procura. João Guerreiro menciona ainda que o elevado número de estudantes no ensino profissional — que para ingressar no Ensino Superior têm de fazer exame a disciplinas que não fazem parte dos seus currículos — também pode ser um fator.

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No entanto, os especialistas contactados pela mesma publicação afastam, para já, a possibilidade de a redução do número de vagas em Lisboa e no Porto estar a afetar o concurso. Afirmam que apenas em novembro, quando ficam concluídas as inscrições, será possível avaliar as consequências desta medida.

A primeira fase de acesso ao Ensino Superior decorre entre 18 de junho e 7 de agosto. Estão disponíveis 50.852 vagas. Os resultados serão conhecidos a 10 de setembro, seguindo-se mais duas fases do concurso.

Apenas 55% dos inscritos nos exames nacionais querem seguir para o ensino superior