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Há 50 mil vagas para o Ensino Superior. Engenharia está à frente em lugares e médias

Este artigo tem mais de 3 anos

As candidaturas ao Ensino Superior arrancam com um ligeiro acréscimo de vagas, em relação ao ano anterior (0,2%). Em Lisboa e no Porto, há menos 1066 lugares, número absorvido pelo resto do país.

Candidaturas ao Ensino Superior decorrem de 18 de julho a 7 de agosto
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Candidaturas ao Ensino Superior decorrem de 18 de julho a 7 de agosto

AFP/Getty Images

Candidaturas ao Ensino Superior decorrem de 18 de julho a 7 de agosto

AFP/Getty Images

Este ano há mais de 50 mil vagas no Ensino Superior e Engenharia continua a ser o curso com maior oferta. As candidaturas arrancam esta quarta-feira e a redução de 5% das vagas nas universidades de Lisboa e Porto, decidida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, já se faz sentir. Há menos 1066 vagas nestas duas áreas metropolitanas e mais 1080 nos estabelecimentos de ensino do resto do país.

No total, em relação ao ano anterior, o número de vagas sofre, assim, um ligeiro acréscimo (0,2%) — pelo quarto ano consecutivo — e volta a haver uma grande aposta, à semelhança do ano passado, nas duas áreas que o Governo considera fundamentais para o desenvolvimento do país: Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica e nos cursos de Física.

Para o primeiro curso, há um aumento de 4,5% nas vagas, quando considerado todo o universo de ensino universitário da rede pública, mas que chega quase aos 12% (11,6%) se olharmos apenas para regiões com menor pressão demográfica, no interior do país. O motivo para este aumento, explica o ministério de Manuel Heitor em comunicado, é o facto de ser considerado “um elemento essencial de apoio à Iniciativa Nacional Competências Digitais e.2030 — Portugal InCoDe2030”. Em dois anos, o número de vagas aumentou cerca de 7,1%.

Os cursos de Física têm este ano mais 3,3% de lugares para os alunos, o que significa que, em dois anos, há já um aumento de 24,3%. A grande aposta neste curso, tal como foi explicado pelo Ministério da Ciência e do Ensino Superior no ano passado, está relacionada com carências no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Segundo um levantamento da Direção-Geral de Saúde, há uma grande falta de profissionais especialistas em física médica e de peritos qualificados em proteção radiológica, o que poderá levar a limitações no funcionamento do SNS no futuro. A reação do Governo a este diagnóstico foi mexer no número de vagas dos cursos.

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Engenharia continua a ser a área com mais vagas

As áreas de estudo que representam maior percentagem das vagas são, tradicionalmente, as mesmas três e este ano não há surpresas. Engenharia e Técnicas Afins está em primeiro lugar, com 9277 vagas, o que representa um aumento de 2,3% em relação ao ano anterior. Em números absolutos, há mais 214 cadeiras para serem ocupadas nas salas de aulas das universidades e politécnicos que em 2017.

Logo de seguida, as Ciências Empresariais são as que oferecem mais lugares, mas com um aumento quase residual, já que há apenas mais 9 vagas em relação ao ano anterior. No total, as 7607 vagas correspondem a uma fatia de 14,7% do bolo total.

O último lugar do top 3 é para a área da Saúde, onde se encontram os muito cobiçados cursos de Medicina, já que são também dos que têm melhor taxa de empregabilidade. Em contrapartida, todos os anos estes cursos estão entre os que apresentam médias de entrada mais altas. Dos sete cursos de Medicina que existem, quatro estavam, no ano passado, no top 10 de cursos com médias mais altas de entrada.

Este ano, há uma diminuição de vagas na área de Saúde: desce de 6737 para 6707, o que representa, ainda assim, 13% dos lugares disponíveis no Ensino Superior.

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As médias mais altas e as médias mais baixas

Os números divulgados pelo Ministério da Ciência e do Ensino Superior mostram também o panorama do último ano. E um dos mais importantes para os candidatos será a média de entrada do último colocado no curso que pretendem, durante a primeira fase de candidaturas de 2017.

Entre os 80 estudantes que conseguiram colocação no curso de Engenharia Aeroespacial, do Instituto Superior Técnico, a nota mais baixa foi de 188,0 (ou seja, 18,8 valores, mas para efeitos de desempate os valores são calculados às centésimas). Este ano, o curso oferece mais 5 vagas.

O segundo lugar é também para um curso de engenharia, mas na área científica da Física, e no mesmo estabelecimento de ensino. A última entrada em Engenharia Física Tecnológica, no Técnico, foi com uma média de 187,5 valores.

Os quatros lugares seguintes do ranking são todos de cursos na Universidade do Porto: Engenharia e Gestão Industrial (184,3), Medicina (183,3), Bioengenharia (182,8) e, de novo, Medicina (182,8).

Para quem não conseguiu uma boa média no Ensino Secundário e que sabe que, à partida, terá mais dificuldade em ingressar numa universidade pública, mas quer prosseguir com estudos superiores, é importante saber quais os cursos com médias mais baixas. 

No ano passado, houve 30 cursos em que o último colocado entrou com nota negativa. Só para apontar os oito mais baixos (todos com 95,0), temos:

  1. Turismo no Instituto Politécnico de Beja – Escola Superior de Tecnologia e de Gestão
  2. Design de Jogos Digitais na Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela
  3. Desporto e Atividade Física no Instituto Politécnico de Castelo Branco
  4. Farmácia na Escola Superior de Saúde de Bragança
  5. Produção Alimentar em Restauração (regime pós-laboral) na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril
  6. Biotecnologia na Universidade do Algarve — Faculdade de Ciências e Tecnologia
  7. Agronomia na Universidade do Algarve — Faculdade de Ciências e Tecnologia
  8. Línguas e Comunicação na Universidade do Algarve — Faculdade de Ciências Humanas e Sociais

Évora foi quem mais aproveitou o aumento de vagas

Com a redução de vagas em Lisboa e no Porto — um decreto ministerial de maio determinou que universidades e politécnicos destas áreas geográficas teriam de fechar 5% de vagas no concurso nacional de acesso — foi a Universidade de Évora quem mais aproveitou a medida.

Para este ano, apresenta um crescimento de 8%, oferecendo um total de 1175 vagas. E é no curso de Engenharia Mecatrónica que o aumento é mais sentido, criando-se mais dez lugares. No curso de Turismo surgem mais 8 vagas. Nos restantes, os aumentos variam entre 1 e 5 lugares, embora também haja diminuições. Nos dois cursos de Arquitetura é onde essas quedas são mais fortes: Arquitetura Paisagista desce de 20 para 10 vagas e Arquitetura de 50 para 40.

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Também o Instituto Politécnico de Coimbra aproveitou a oportunidade e aumentou as vagas em 6,7%, subindo de 1967 para 2098. Os cursos que mais subiram foram o de Administração e Marketing, com mais 15 vagas criadas, e os de Gestão e Comércio e Relações Económicas Internacionais, ambos com mais 14 lugares.

Mas também houve quem não aproveitasse o aumento de vagas: a Universidade dos Açores manteve os seus números inalterados e o Instituto Politécnico de Santarém chegou a reduzi-los em 7,3%. No Instituto Politécnico de Leiria e no de Viseu, os aumentos foram residuais: 0,8% e 0,5%, respetivamente.

Em Lisboa e no Porto houve exceções à regra: as vagas da Escola Náutica Infante D. Henrique não foram diminuídas e também não foram cortados lugares nos cursos de Medicina, nem de Física e Tecnologia Nuclear.

As datas de candidatura e as ferramentas para escolher o curso

A apresentação da candidatura à primeira fase do concurso nacional de acesso ao Ensino Superior decorre de 18 de julho a 7 de agosto. As colocações são divulgadas a 10 de setembro, data em que começa a segunda fase do concurso.  A 27 de setembro conhecem-se as colocações da segunda fase e a terceira e última fase arranca a 4 de outubro.

A candidatura é feita através do portal da Direção-Geral do Ensino Superior, que é quem gere e organiza o concurso nacional, mas para fazê-lo é necessário pedir previamente uma senha de acesso. Sem ela, não é possível efetivar a candidatura.

Pode concorrer:

  • Quem for titular de um curso de ensino secundário, ou de habilitação legalmente equivalente;
  • Quem tenha realizado, nos últimos dois anos, os exames nacionais correspondentes às provas de ingresso exigidas para os diferentes cursos e instituições a que vai concorrer;
  • Quem tenha realizado os pré-requisitos, caso sejam exigidos pela instituição para o curso a que vai concorrer;
  • Quem não esteja abrangido pelo estatuto do estudante internacional.

Para ajudar os estudantes a escolher o curso, a tutela criou uma ferramenta online. “No sentido de contribuir para apoiar as escolhas no acesso ao Ensino Superior”, explica o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em comunicado, o site Inforcursos está online desde 6 de julho. Dados como a taxa de empregabilidade do curso ou onde estavam os alunos um ano após o ingresso na universidade são algumas das informações disponíveis na plataforma.

Através do botão de pesquisa, é possível escolher a universidade sobre a qual se pretende ter informação. Em seguida, pode-se selecionar a faculdade e ainda o curso específico. A partir daí, surgem no ecrã uma série de dados, dos quais a taxa de empregabilidade é apenas a ponta do icebergue.

Já os número das vagas, desagregados por curso e estabelecimento de ensino, estão disponíveis no site da Direção-Geral do Ensino Superior. Pode também consultá-los no final deste texto, organizados por região do país.

[Veja aqui todas as vagas disponíveis nos estabelecimentos de Ensino Superior da rede pública, organizados por região do país. Para ver todos os dados, passe o cursor por cima dos quadros.]

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