Em 48 horas, o universo do Sporting deparou-se com uma situação quase surreal de conhecer quatro números diferentes de candidatos às eleições de 8 de setembro. Vejamos: às 19h30 de quarta-feira eram nove, porque José Maria Ricciardi ia anunciar no CCB essa intenção de juntar-se a Frederico Varandas, João Benedito, Pedro Madeira Rodrigues, Dias Ferreira, Fernando Tavares Pereira, Zeferino Boal, Bruno de Carvalho e Carlos Vieira na corrida; poucos minutos depois, a contabilidade desceu para oito – Zeferino Boal integrou a lista de Ricciardi; na quinta-feira ao final do dia, começaram a sair as notícias confirmadas à noite de que Bruno de Carvalho e Carlos Vieira tinham sido suspensos de sócios pela Comissão de Fiscalização – ou seja, passou a seis; na manhã desta sexta-feira, Rui Jorge Rego anunciou a intenção de ir a votos, subindo o número para sete.

Aos 46 anos, Rui Jorge Rego, licenciado em Direito pela Universidade Lusíada especialista nas áreas do direito laboral, civil e comercial e fiscal e no departamento contencioso, já integrou os órgãos sociais da SAD do Sporting, quando foi secretário da Mesa da Assembleia Geral da sociedade verde e branca na altura da presidência de Godinho Lopes. Agora, surge como líder de um movimento com o lema “Projeto e futuro”, apontando a dez grandes prioridades de ação para os leões caso seja eleito no sufrágio do próximo mês, como explicou num comunicado enviado aos meios de comunicação social.

“1. A Direção pede ao presidente da Assembleia Geral que elabore o projeto de revisão dos estatutos, com autonomia e independência. O presidencialismo não faz sentido. É preciso devolver autonomia a todos os órgãos sociais do clube;

2. A Direção nomeia um chairman para a SAD: profissional de topo com forte ligação ao Sporting. Zela pela eficácia e transparência da gestão, mas também pelos valores do clube;

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3. O presidente do clube lidera o Conselho de Administração da SAD. Conduz o plano estratégico e representa o acionista maioritário;

4. O presidente recruta para a SAD um CEO entre os melhores profissionais da indústria, com três objetivos claros: ganhar títulos, gerar lucros e globalizar o Sporting;

5. Baixar custos e crescer a partir do patamar de sustentabilidade. As parcerias estratégicas permitem ao Sporting fazer mais e melhor, gastando menos;

6. Ter os melhores jogadores. O plantel tem de integrar as promessas da formação e as estrelas contratadas com apoio dos parceiros. Isto reduz custos e aumenta a competitividade;

7. Aumentar a receita, as redes de contactos e investir onde o Sporting pode crescer mais, e mais depressa. Criar uma plataforma internacional de negócios, com parceiros na China, Brasil e África;

8. Investir no scouting e na Academia, que tem perdido energia e competitividade. É preciso rever o percurso de afirmação dos jogadores e sua valorização. A identidade formadora do Sporting é o seu maior ativo nos mercados internacionais;

9. A modalidades – ditas amadoras – gerem orçamentos acima dos 20 milhões de euros. É preciso gestão profissional, alicerçada nos mesmos princípios da SAD: formação; contas saudáveis; internacionalização; gestão e crescimento. Queremos mais modalidades, sucesso desportivo, mas também desporto para todos e serviços para os sócios, simpatizantes e cidadãos em geral;

10. Realizar programas escolares, em Portugal e nas comunidades espalhadas pelo mundo, promovendo o amor ao Sporting nas novas gerações em todas as geografias.”