Na semana passada já tinha havido um (Frederico Varandas), segunda-feira foram mais dois (Pedro Madeira Rodrigues e João Benedito), terça-feira a dose repetiu-se (Bruno de Carvalho e José Maria Ricciardi) e esta quarta-feira serão mais três (Dias Ferreira, Fernando Tavares Pereira e Rui Jorge Rego). Que, no limite, até poderão ser quatro, caso saia alguma decisão (ainda assim pouco provável nesta altura) favorável do Tribunal da Comarca de Lisboa. Uma coisa é certa: apesar de haver o habitual período de verificação de listas e pressupostos, tudo aponta para que o Sporting bata o recorde de listas às eleições.

Até agora, e olhando apenas a eleições com mais do que um candidato, o número máximo continua a ser o de 2011, onde houve um total de cinco nomes a disputaram a liderança do clube verde e branco nas urnas: Godinho Lopes, Bruno de Carvalho, Dias Ferreira, Pedro Baltazar e Sérgio Abrantes Mendes (além de seis listas ao Conselho Fiscal e Disciplinar e nove ao Conselho Leonino) que superaram os quatro que tinham concorrido no sufrágio de 1989, com Sousa Cintra, António Simões, Jorge Gonçalves e Miguel Catela. Agora, parece quase certo que serão pelo menos sete, que podem ainda subir a oito.

Tudo depende apenas dos pormenores burocráticos e de um ponto em especial, que tem sido mencionado por Jaime Marta Soares, presidente da Mesa da Assembleia Geral, em todos os encontros de formalização de candidaturas: ao contrário do que costumava acontecer no passado, e numa medida que já tinha sido implementada em 2017, os sócios leoninos poderão apenas subscrever uma lista. No ano passado, quem surgisse na primeira listagem entregue ficava “anulado” nas seguintes; agora, por forma a nivelar essa contabilidade, os nomes que se repitam serão eliminados de todas as candidaturas em que esteja presente. E foi por isso que no passado domingo, à volta do estádio no dia do Torneio Cinco Violinos, algumas das equipas que andavam a recolher assinaturas perguntavam sempre se já tinha assinado antes uma outra folha.

Apesar desta novidade que foi tudo menos unânime e chegou a apanhar alguns de surpresas, todos acreditam que os eventuais votos anulados não serão suficientes para colocar em causa nenhuma das candidaturas, olhando neste caso para Frederico Varandas, Pedro Madeira Rodrigues, João Benedito, José Maria Ricciardi, Dias Ferreira, Fernando Tavares Pereira e Rui Jorge Rego. Em relação a Bruno de Carvalho, o caso é diferente e não tem a ver com assinaturas.

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Após ter entregue na manhã desta terça-feira as listas candidatas a sufrágio, o antigo presidente destituído em Assembleia Geral saberá deverá saber ainda hoje se pode ou não ir a votos (apesar de, pela contabilidade normal, as 48 horas do prazo de resposta por parte do clube terminarem na quinta-feira, por volta das 11h). Todos aguardam uma resposta nesta altura inevitável: “não”. E tudo por uma razão simples – nesta fase, Bruno de Carvalho, Alexandre Godinho e Trindade de Barros estão suspensos de sócios. Assim, existem dois cenários possíveis: se o problema fora apenas de nomes, os mesmos caem para já, permitindo que a lista “Leais ao Sporting” vá a votos; se houver mais questões, as mesmas serão analisadas e respondidas em 48 horas.

Para já, o plano B que tinha começado a ser montado no passado domingo não deverá sair da gaveta. Apesar de terem sido recolhidas assinaturas que colocavam Erik Kurgy como sócio proponente à liderança do Conselho Diretivo em termos formais (sendo assumido por todos que continua a ser “a” candidatura de Bruno de Carvalho), essa lista não deverá chegar a ser entregue até por uma questão de tempo – os estatutos preveem uma data limite de 30 dias antes do escrutínio, o que seria quinta-feira dia 9, mas Marta Soares decidiu antecipar para hoje porque, tendo em conta as 48 horas necessárias para validação, os serviços do clube estariam depois fechados e o processo poderia arrastar-se para a segunda-feira seguinte.

Por fim, Carlos Vieira, antigo vice do Conselho Diretivo também ele suspenso por dez meses de sócio, aguarda pelo final da providência cautelar interposta em Tribunal para tomar uma decisão em relação à vontade de avançar com uma candidatura. O antigo número 2 de Bruno de Carvalho alegou que, tendo em conta que a única hipótese de recurso é a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária e que só a partir daí, caso a suspensão seja votada também a favor, a decisão transita em julgado, pedindo assim que esse castigo seja “congelado”. Caso não existam novidades até ao prazo limite, Vieira deverá ficar mesmo fora de uma corrida que deverá ter todos os concorrentes “finais” divulgados na próxima sexta-feira.