Livros

Feira do Livro do Porto acolhe de forma gratuita pequenas editoras independentes

183

A Feira do Livro do Porto, que decorrerá entre 7 e 23 de setembro, nos Jardins do Palácio de Cristal, apresenta como novidade o projeto "Cabine de Escalas", dedicado a acolher pequenas editoras.

MAFALDA LEITAO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Feira do Livro do Porto, que decorrerá entre 7 e 23 de setembro, nos Jardins do Palácio de Cristal, apresenta este ano como novidade o projeto “Cabine de Escalas”, dedicado a acolher gratuitamente editoras de pequena escala. “O projeto traduz-se num espaço partilhado que possibilita a participação a título gratuito de pequenas editoras e livrarias na feira do livro”, disse esta terça-feira o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.

A programação apresentada esta terça-feira inclui debates como “As revoluções imprescindíveis”, com Daniel Cohn-Bendit, um dos rostos do Maio de 68, que vai conversar com o historiador Rui Tavares, estando também confirmada a presença da escritora Leila Slimani, premiada com o Goncourt em 2016 por “Canção Doce” (editado em Portugal pela Alfaguara). Em conferência de imprensa, Rui Moreira anunciou ainda outro projeto que visa a criação de “um pavilhão efémero de verão, cujo desenho arquitetónico será lançado a concurso, e que deverá servir como espaço de encontro e cultura antes, durante e após o período da feira do livro”.

“Se quiserem é uma espécie de pavilhão da Serpentine Gallery [galeria de arte contemporânea no centro de Londres], mas que servirá não por convite, mas por concurso, e que terá de permitir o uso para atividades culturais no decorrer da feira do livro”, afirmou Rui Moreira, referindo que se está já a trabalhar no projeto para que “seja materializado no próximo ano”.

Tal como tinha sido anunciado em março, o cantor e produtor portuense José Mário Branco, com 50 anos de carreira, foi a figura escolhida para homenagear na edição deste ano da Feira do Livro do Porto, onde vai ter o seu nome gravado numa placa na Avenida das Tílias, nos Jardins do Palácio de Cristal, à semelhança de figuras como Vasco Graça-Moura, Agustina Bessa-Luís, Mário Cláudio ou Sophia de Mello Breyner Andresen.

“As múltiplas conversas, apresentações, lições, sessões de cinema e performances de ‘spoken word’ percorrem assuntos particularmente próximos da obra de José Mário Banco — liberdade, amor e sublevação — e dos ideais de 68, cujos 50 anos também assinalamos de diferentes formas”, destacou Rui Moreira, salientando que a equipa de programação mantém-se com a Anabela Mota Ribeiro e José Eduardo Agualusa.

O conjunto de debates programados sobre memória e reinvenção literária, sobre sexo enquanto insurreição, sobre a construção de um romance e a construção de um escritor, irá juntar alguns nomes do universo literário em língua portuguesa como Mário de Carvalho, Mia Couto, Afonso Cruz e Bernardo Carvalho com autores mais jovens, nacionais e estrangeiros.

Utopia, Revolta, Amor e Melancolia, são os temas das sessões de ‘spoken-word’, cujo ponto de partida é a relação entre a palavra escrita e cantada e o modo como isso foi trabalhado por autores como Chico Buarque, Jacques Brel, Leonard Cohen, Bob Dylan ou Stevie Wonder, entre outros poetas e escritores.

Das exposições destacam-se a “Musonautas, Visões & Avarias 1960-2010 — 5 Décadas de Inquietação Musical no Porto” e a “Porto Sentido de Fora: Livros e Guias de Viagem de Portugal entre a Monarquia Constitucional e o Estado Novo (1820-1974)”.

A programação inclui também um ciclo de cinema, intitulado “Sejamos Realistas, exijamos o impossível (Alguns) gritos de rebelião no cinema”, e sessões especiais, uma das quais será a primeira sessão da nova temporada do ciclo “Porto de Encontro”, que contará com Luís Filipe Castro Mendes, poeta e ministro da Cultura. Nesta edição, a Feira do Livro do Porto mantém a mesma dimensão e tipologia de oferta do ano anterior, com 134 participantes, distribuídos por 130 ‘stands’.

“Cremos ser esta a dimensão correta para este espaço, aumentá-la poderia desvirtuar a relação dos visitantes com o parque e a paisagem, que pretendemos que seja um elemento diferenciador na experiencia de visita a este projeto de cidade”, afirmou Rui Moreira. De acordo com o autarca, “orçamento total é de 200 mil euros, idêntico à edição anterior, que se divide de forma paritária entre as despesas de logística e de programação”. “Quanto aos 100 mil euros de logística, eles são integralmente cobertos pelos alugueres que iremos cobrar”, acrescentou.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Governo

Cogitações sobre a remodelação /premium

Maria João Marques

Costa promoveu pessoas com pouquíssima experiência profissional fora da vida política. É dos piores indicadores para qualquer político. Viver sempre na bolha dos partidos é péssimo cartão de visita.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)