A proposta apresentada por Fernando Medina, referente à redução do preço dos transportes, é uma matéria que está a ser trabalhada pelo Governo e que, segundo Marques Mendes, deverá ser aplicada nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto. “Há condições para avançar”, disse o ex-líder do PSD este domingo, no seu habitual espaço de comentário na SIC.

Marques Mendes disse que a proposta de Medina é uma “ideia feliz e magnífica”, embora com contornos eleitoralistas. Mendes questionou ainda o facto de ser o Orçamento do Estado para 2019 a pagar a proposta, que custará cerca de 65 milhões de euros por ano. A medida em causa foi apresentada por Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) e da Área Metropolitana de Lisboa (AML), que propôs ao Governo a inclusão de verbas no próximo OE para criar um novo sistema de passes a funcionar em Lisboa e na área metropolitana da cidade, tal como avançou o jornal Expresso este sábado. O custo máximo dos passes proposto é de 30 euros por mês dentro da cidade e de 40 euros nos 18 municípios da AML.

Medina quer revolucionar preço dos transportes públicos

Rui Rio: “Deve concentrar-se no adversário principal: primeiro-ministro e Governo”

Rui Rio, enquanto líder da oposição, deve concentrar-se no seu adversário principal, isto é, António Costa e Governo, disse este domingo Luís Marques Mendes, admitindo que Rui fez um discurso virado para dentro, mais centrado no seus adversários internos e menos focado nas críticas “certeiras” ao Governo.

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Ainda assim, para o ex-líder do PSD, o discurso que Rui Rio deu este sábado na festa do Pontal foi “assertivo”, “claro” e “direto”, tendo tocado em “temas essenciais, temas do mês de agosto”: dos incêndios à saúde, passando ainda pelo estado da economia e o discurso de Centeno sobre a Grécia. “Acho que é o discurso de oposição, em relação ao Governo, mais duro que Rui Rio alguma vez fez. Falta saber se é o efeito do novo partido de Santana Lopes ou se é consequência das críticas dos seus adversários internos”, afirmou.

Rio para os críticos que “tentam ser alguém na política”: “Podem esperar sentados”

Marques Mendes deixou um conselho: a verdadeira rentrée do PSD acontece na Universidade de verão, no próximo fim de semana, altura em que o discurso de Rio deverá ser “seletivo” e não genérico. “Em vez de falar de tudo, selecionaria quatro áreas prioritárias, economia, demografia, política fiscal e saúde. (…) Marcava a agenda política, credibilizava a sua intervenção e falava diretamente aos eleitores.”

Santana Lopes: “Fica a ideia de que saiu do partido apenas por uma questão de poder”

Marques Mendes atribui o facto de Santana Lopes ter formado um novo partido a uma questão de poder. “Fica a ideia de que é um projeto de poder. Deixou de ter poder no PSD, porque perdeu, e cria um partido para ter poder. Acho que esta é a imagem que fica, até pode ser injusta.” Para Marques Mendes, a decisão de Santana Lopes não é “credível”, uma vez que começa por disputar, no início do ano, a liderança do PSD, perde as eleições e, pouco meses depois, cria um novo partido. Marques Mendes não acredita que o novo partido vá ter sucesso. “Fica a ideia de ser um partido unipessoal, de que tudo isto é uma ‘luta de galos” e que soa a um certo oportunismo”, conclui.