Canoagem

José Ramalho em sexto após recuperação épica em K1 do Mundial de maratona

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O canoísta português terminou a prova de K1 do Mundial de maratona no sexto lugar, após um rombo no casco do caiaque na primeira volta, quando seguia entre os primeiros.

HUGO DELGADO/LUSA

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  • Agência Lusa
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O canoísta português José Ramalho terminou este sábado a prova de K1 do Mundial de maratona no sexto lugar, após uma recuperação épica, após um rombo no casco do caiaque na primeira volta, quando seguia entre os primeiros.

José Ramalho, que conquistou seis títulos europeus, os últimos cinco consecutivamente, foi obrigado a parar duas vezes durante a prova, para remendar a embarcação, terminando a prova a 13,59 segundos do vencedor, o sul-africano Andrew Birkett, que cumpriu os 29,8 quilómetros da prova, em 02:09.29,06 horas.

Mesmo com este azar e sem que tivesse percebido a causa, Ramalho, vice-campeão do mundo em 2012 e medalha de bronze em 2009, 2014 e 2016, conseguiu, a volta e meia do fim, juntar-se ao grupo da frente.

O canoísta luso culminava a recuperação desde a 27.ª posição, e a mais de 500 metros de atraso, mas acabou por ‘perder’ o trio da frente na saída da última portagem e fechar o segundo grupo perseguidor.

Birkett gastou menos 1,79 segundos do que o húngaro Adrián Boros, segundo classificado, e menos 3,98 do que o seu compatriota Jasper Mock, terceiro. Seguiram-se o francês Quentin Urban, a 11,60, e o dinamarquês Mads Pedersen, a 12,15.

“O José Ramalho não abandona a prova para se poupar para a competição K2, no domingo, porque é um campeão e está habituado a dar sempre o máximo. Não merecia este infortúnio, mas é um grande homem e quer dar o melhor por si, pelos seus e por Portugal”, disse o selecionador Rui Câncio, em declarações à Lusa, após a segunda paragem do vila-condense, de cerca de um minuto.

Enquanto Ramalho revelava impaciência por pegar no caiaque e voltava para a para a água, os homens na Nelo, a marca portuguesa que é a maior construtora internacional de caiaques de competição, tentavam minorar o problema com adesivo, enquanto ao lado a esposa do atleta era puro desalento, em incontroláveis lágrimas.

Ramalho saiu da segunda paragem em 27.º e, com o apoio de milhares de espetadores nas margens do rio Cávado, terminaria no sexto lugar, enquanto Alfredo Faria, que o ajudou em determinada parte da recuperação, foi 13.º a 2.59,56 minutos.

No domingo, às 14:30, José Ramalho junta-se ao sub-23 Ricardo Carvalho na prova de K2, enquanto Alfredo Faria vai competir com Miguel Rodrigues, também do escalão inferior.

Em K1 feminino, Joana Sousa e Maria Cabrita desistiram da prova de 26,2 quilómetros.

Portugal tem, para já, uma medalha de ouro, conquistada na sexta-feira por Sérgio Maciel em C1 sub-23.

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