É preciso que o arranque do ano letivo deixe de ser notícia. A ideia é defendida por Filinto Lima, presidente da associação que representa os diretores de escolas públicas e agrupamentos, que aos microfones da TSF diz acreditar que há várias escolas do país que vão ter de adiar o início das aulas.

O arranque do ano letivo teve início na passada quarta-feira, 12 de setembro, e esta segunda-feira, 16, é o último dia oficial para os estabelecimentos de ensino começarem o ano. Mas Filinto Lima acredita que muitas não o farão por falta de assistentes operacionais.

Devíamos dar um passo definitivo neste problema, para que, todos os anos, o arranque do ano letivo deixe de ser notícia”, defende o diretor da ANDAEP — Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas. “É urgente uma alteração da lei que permita a contratação de trabalhadores para o lugar dos que estão há meses ou anos com baixa médica.”

“Poucas escolas estão satisfeitas com o número de funcionários que possuem”, avisa o diretor do agrupamento de escolas Dr. Costa Matos em Vila Nova de Gaia, que aproveita para deixar um recado a Mário Centeno, ministro das Finanças. “Tente perceber, de uma vez por todas, que a Educação é, de facto, muito importante. Era importante que das palavras passássemos aos atos.”

As 9 mudanças que vão marcar este ano escolar

Segundo Filinto Lima, a ausência de assistentes operacionais poderá impedir o arranque do ano letivo na Escola Básica n.º 1 Adriano Correia de Oliveira, em Lisboa, em várias escolas do concelho de Évora e no Conservatório de Braga.