Rádio Observador

APAV

“Nasceste assim para pôr fim ao preconceito”. M7 (Beatriz Gosta) e o hip hop estão contra o ódio a minorias

Para uma campanha financiada em parte pela UE, a APAV pôs frente a frente rappers e vítimas de ódio contra minorias. Nestas battles, as rimas são de incentivo. Ace e Papillon também participam.

M7 é o alter-ego de Marta Bateira no hip hop, com o qual partilha palco com Capicua. Marta tem também uma personagem popular no Youtube, Beatriz Gosta

Youtube

Chamam-se #respectbattles e, ao contrário das habituais batalhas de rimas do hip hop, têm como adversário não um rapper rival mas sim a propagação do ódio. A APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) pediu aos rappers portugueses do movimento hip hop que dirijam palavras de incentivo a vítimas de descriminação, para esta campanha de sensibilização, e o terceiro vídeo, publicado esta terça-feira, conta com a rapper M7, que acompanha Capicua em palco e que tem um alter-ego muito popular no Youtube, Beatriz Gosta.

M7, que na verdade se chama Marta Bateira, ficou responsável por proferir palavras contra a discriminação a pessoas LGBTIQ+ (lésbicas, gays, bissexuais, transgénero, intersexuais, queer), no terceiro vídeo desta campanha. Nele, vê-se M7 falar com uma pessoa que simboliza as vítimas desse preconceito, dizendo-lhe “acredita em ti, em ti tudo é perfeito / nasceste assim para pôr fim ao preconceito”, “não tenhas medo porque não estás sozinha” ou “o direito à liberdade não tem sexo, credo ou cor / quem diz que é promiscuidade sabe zero de amor”.

Antes de M7, já tinham sido reveladas as rimas de Malabá, rapper e dinamizador do campeonato de batalhas de hip hop Liga Knockout, e Ace, fundador do grupo percursor do hip hop do Porto, Mind da Gap. Ace tinha dedicado a sua batalha de rimas ao ódio étnico e racial, proferindo palavras a um rapaz negro como “mandam-te para a tua terra como se não fosse esta”, “quem te julga pela pele não se sente bem na dele”, “racismo é inveja, medo, fraqueza, complexo” e “sou pela diversidade e união pelo amor”.

A campanha de sensibilização “conta com o cofinanciamento do Programa Direitos, Igualdade e Cidadania/Justiça da União Europeia, com a parceria nacional da Polícia Judiciária e da Procuradoria-Geral da República, bem como com a parceria associada da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, e ainda com organizações europeias parceiras”, refere o site da APAV. Entre as últimas organizações estão a Faith Matters (Reino Unido), Solidarci (Itália), Swedish Crime Victim Compensation and Support Authority (Suécia), Victim Support Austria (Áustria) e Victim Support Malta (Malta). Nos países parceiros serão realizados vídeos semelhantes.

Em Portugal, os próximos vídeos desta campanha serão protagonizados por Papillon, rapper do grupo GROGNation e autor do disco a solo Deepak Looper, e Estraca. O primeiro enfrentará uma vítima de ódio e intolerância religiosa, o segundo uma vítima de ódio a imigrantes e refugiados, e os vídeos serão publicados respetivamente a 15 e 22 de outubro.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: gcorreia@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)