Robótica

O robô “Atlas”, da Boston Dynamics, já sabe fazer Parkour (com obstáculos)

Depois das cambalhotas e da colaboração entre dois "cães" para abrir portas, os robôs da Boston Dynamics ganharam, agora, a capacidade de fazer saltos oblíquos complexos (e com obstáculos).

Boston Dynamics

Se uma imagem vale por mil palavras, um vídeo vale por um milhão — sobretudo se for uma filmagem das últimas inovações da empresa de robótica Boston Dynamics (ou, melhor, as últimas inovações que a Boston Dynamics decidiu mostrar). Vamos diretos ao assunto: eis as imagens que a empresa divulgou na quinta-feira.

Este é o Atlas, um dos principais robôs criados pela Boston Dynamics. Em novembro de 2017, ficámos a saber que já era capaz dar cambalhotas para trás e saltar de plataforma em plataforma, com alturas variáveis e calculando na perfeição a propulsão nas “pernas” e o equilíbrio do “tronco” e dos “braços”.

O novo vídeo que a Boston Dynamics divulgou, o primeiro que incluímos neste texto, mostra o Atlas a realizar uma série de movimentos complexos que se assemelham aos movimentos feitos por um praticante de Parkour, a disciplina de treino físico muito popular em várias cidades que envolve saltar em edifícios e outras construções urbanas.

software que controla o robô integra todas as partes do “corpo” para os movimentos. O robô começa por saltar por cima de um tronco de árvore — e fá-lo sem interromper a corrida, fazendo passar uma perna e, depois, a outra (porque saltar com as duas pernas juntas já é tããão 2017).

O melhor vem depois: o robô dá três passadas para escalar até ao topo de três caixotes, cada um 40 centímetros mais alto do que o anterior — o que envolveu três saltos oblíquos, porque as caixas não estavam em fila mas, sim, colocadas ora mais à esquerda ora mais à direita.

Este foi um dos vídeos mais impressionantes divulgados pela Boston Dynamics nos últimos anos, a que se juntou um outro, que saiu no início de 2018 e que mostra dois “cães mecânicos” a colaborar para passar de uma sala para outra, passando por uma porta que estava fechada. São 45 segundos de sublime espanto (ou 45 segundos de puro terror para quem viu o quinto episódio da quarta temporada da série Black Mirror — Metalhead — como o Observador escreveu na altura).

Durante quatro anos, entre 2013 e 2017, a BostonDynamics — uma das empresas mais inovadoras na área da robótica — foi propriedade da Google. Mas os chineses do Softbank, que têm feito várias aquisições milionárias em vários segmentos das novas tecnologias, compraram a empresa no ano passado.

Já há vários anos, porém — até mesmo antes de ser comprada pela Google –, que a Boston Dynamics surpreende pela inovação tecnológica na área dos robôs. Uma das primeiras filmagens que se tornaram virais foi a do “Big Dog”, que foi concebido para o Exército norte-americano mas que acabou por não ter grande sucesso porque os militares queixaram-se de que o robô era demasiado barulhento e, portanto, iria estar constantemente a denunciar aos inimigos a posição das tropas norte-americanas.

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