Andreia Couto, ex-dirigente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), disse esta quinta-feira desconhecer “qualquer participação crime” contra si e revelou ter agido judicialmente contra a decisão do seu despedimento. “Desconheço a existência de qualquer participação crime que tenha sido efetuada contra mim”, indicou a antiga diretora e funcionária do departamento jurídico da LPFP, acrescentando, em comunicado, que já agiu “judicialmente contra a decisão de despedimento”, decidida por despacho do presidente Pedro Proença, em 01 de outubro.

A edição de hoje do diário desportivo A Bola noticia o despedimento de Andreia Couto, indicando que “a ex-diretora da Liga é suspeita de passar contratos para o exterior” e revelando que a “Polícia Judiciária investiga acesso indevido e divulgação de informação confidencial”. Andreia Couto, que foi diretora jurídica, diretora executiva e até presidente interina do organismo, diz que aquela informação é “absolutamente falsa”, recordando que “no relatório/decisão proferido no âmbito do processo disciplinar em nenhum lado” se lhe imputam tais factos.

“Esclareço ainda que na nota de culpa que me foi enviada, apesar de ser expressamente manifestada a intenção de despedir, esses factos não vêm alegados”, vincou. Andreia Couto entende estar a ser “vitima de uma campanha difamatória e persecutória” e prometeu “reagir contra os responsáveis pela propagação dessas falsas noticias” que “ferem” a sua “honra e bom nome”.

“Reafirmo que sempre cumpri com zelo, dedicação e profissionalismo todas as funções que ao longo de 16 anos me foram confiadas pela LPFP, sem qualquer reparo”, reforçou.