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Justiça

Greve geral de funcionários judiciais desta quarta-feira coincide com audição de ministra da Justiça na Assembleia da República

A greve geral nacional dos funcionários judiciais reivindica questões relacionadas com a revisão da carreira, aprovação de um estatuto digno, promoções congeladas e falta de funcionários.

TIAGO PETINGA/LUSA

A greve geral nacional dos funcionários judiciais poderá paralisar esta quarta-feira o funcionamento dos tribunais, coincidindo o protesto com a data da audição no parlamento da ministra da Justiça sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2019.

Em causa na greve, que começou esta quarta-feira às 00h00, estão reivindicações relacionadas com a revisão da carreira, aprovação de um estatuto digno, promoções congeladas, falta de funcionários, vencimentos congelados há mais de 10 anos, falta de formação, trabalho muito além do horário sem compensação, entre outras.

A greve nacional, convocada pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), abrange todas as comarcas e todos os oficiais de justiça, inclusivamente os que se encontram a desempenhar funções em comissão de serviço no Ministério da Justiça, Direção-geral da Administração da Justiça (DGAJ), Instituto de Gestão Financeira e das Infraestruturas da Justiça (IGFEJ), Conselho de Oficiais de Justiça, Conselho Superior da Magistratura (CSM), Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), Procuradoria-geral da República (PGR) e outros organismos do Estado.

Também esta quarta-feira, o SFJ tem marcada para as 15:00 uma vigília junto à Assembleia da República numa altura em que a ministra Francisca Van Dunem estará a ser ouvida pelos deputados, no âmbito da apreciação na especialidade da Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2019, no que respeita ao Ministério da Justiça.

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