João Félix leva apenas dez jogos pelo Benfica entre as quatro competições em que estão os encarnados mas bastam 288 minutos para se perceber o porquê de motivar tanta expetativa entre os responsáveis do clube, que acreditaram no potencial do jovem pequeno e franzino do Padroense que passara pelas camadas mais jovens do FC Porto. Esta noite, frente ao P. Ferreira, voltou a marcar. E, com isso, a bater mais um registo histórico de precocidade nas águias.

O avançado fez a estreia frente ao Boavista fora na primeira jornada do Campeonato (apenas dois minutos) e entrou também no encontro seguinte, diante do PAOK na Luz. Seguia-se o dérbi frente ao rival Sporting, que os encarnados perdiam por 1-0 até Félix entrar e tornar-se o mais novo desde Chalana a marcar na estreia no jogo grande da cidade de Lisboa (1-1). Cerca de um mês depois, fez o primeiro jogo como titular na Primeira Liga e marcou, frente ao Desp. Aves. Agora, o jogador que começou nos Pestinhas onde o pai era também treinador tornou-se o mais novo de sempre do clube a marcar na estreia como titular na Taça da Liga, fechando à beira do intervalo o triunfo por 2-0 frente ao P. Ferreira.

“Qualquer um gosta de fazer golos, ainda para mais numa vitória. Agora é continuar a fazer o que tenho vindo a fazer para ter mais oportunidades. Acho que estivemos bem frente ao P. Ferreira. Não foi dos nossos melhores jogos mas estamos a melhorar cada vez mais. Conseguimos o objetivo do jogo, que eram os três pontos, e agora vamos às Aves para fazer um resultado que nos possibilite passar à Final Four da Taça da Liga”, comentou o internacional Sub-21 na flash interview da SportTV. De acordo com o Playmakerstats, Félix tornou-se o quinto mais novo de sempre a marcar na estreia nesta competição.

“Este onze que o Benfica apresentou foi a pensar em ter segurança para ganhar hoje, em trabalhar rotinas defensivas e também em fazer descansar alguns jogadores, dando ritmo a outros. Gostei da forma como os jogadores mais novos jogaram, mesmo não sendo muitas vezes o que queremos em termos de velocidade. Mas controlámos, perante um adversário que se apresentou sempre muito bem organizado”, destacou também Rui Vitória, que destacou na zona de entrevistas rápidas os cinco jogadores da formação que começaram o encontro: Rúben Dias, Yuri Ribeiro, Alfa Semedo, Gedson e João Félix.

“Hoje gostei porque o jogo era em nossa casa e tínhamos de controlar o desenrolar dos acontecimentos, não deixar que o P. Ferreira tivesse muita bola. Isso foi conseguido. Jogámos com cinco jogadores da formação do Benfica, era fundamental ganhar. Temos um jogo já no sábado, com apenas dois dias de intervalo para descansar, e havia aqui uma série de objetivos a cumprir. Gostei dos jogadores que entraram, alguns não têm ritmo de jogo mas têm de o ganhar aqui”, acrescentou o técnico.