O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mandou chamar o adido de negócios da Embaixada dos EUA em Caracas, James Story, para lhe expressar o descontento do Governo pela alegada ingerência daquela representação diplomática nos assuntos internos da Venezuela.

“Dei orientações muito precisas ao chanceler [ministro dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza] para chamar o adido de negócios. Se ele pisar o risco, então que se vá embora. Não aceitaremos que ninguém se imiscua no de Venezuela”, disse.

Nicolás Maduro falava numa conferência de imprensa no palácio presidencial de Miraflores em Caracas, durante a qual explicou que já houve outras reuniões entre Jorge Arreaza e James Story sobre este assunto.

Disse também que na Embaixada norte-americana “pensam que são donos do mundo” e que aquela representação diplomática continua “permanentemente a pronunciar-se como se fosse mais uma instituição da Venezuela”, pelo que a convocação do embaixador seria “um ultimato”.

O Presidente da Venezuela instou todos os representantes e embaixadas estrangeiras no país a “respeitar” a política interna venezuelana e disse que quem não estiver de acordo, que deixe o país.

Por outro lado, disse ser “um homem de diálogo” e adiantou que convocou mais de trezentas vezes o seu homólogo norte-americano para um encontro, para conversar de paz.

“Eu disse ao Presidente Donald Trump, na ONU: podemos falar onde quiser, a única coisa que lhe peço é respeito”, disse.

O primeiro mandatário venezuelano sublinhou não acreditar que “o futuro das relações entre os Estados Unidos e a Venezuela deva ser de confrontação e de enfrentamento”.

“Oxalá algum dia possamos ter relações normais com o Governo dos EUA, de respeito. Vamos procurar insistentemente o diálogo, enquanto nos apetrechamos para resistir”, disse Nicolás Maduro, que acusou  esta quarta-feira acusou os EUA, a Colômbia e o Brasil de estarem envolvidos numa nova conspiração para derrubar o seu Governo.