Gripe

Surto de gripe em Portugal é dos mais intensos da Europa

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Portugal, Reino Unido, Irlanda, Holanda, Croácia e Bósnia-Herzgovina estão num nível médio de intensidade de gripe. Turquia e Montenegro estão em nível alto.

ERIK S. LESSER/EPA

Autores
  • Agência Lusa

O surto de gripe em Portugal é um dos mais graves da Europa, num nível de risco médio, a par de outros cinco países: o Reino Unido, a Irlanda, a Holanda, a Croácia e a Bósnia-Herzgovina. O Montenegro e a Turquia estão pior, em nível de risco alto, de acordo com Flu News Europe, o boletim semanal sobre a gripe — para a segunda semana de janeiro — do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

É com base nestes dados, consultados este sábado pelo Observador, que o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) publica, no seu próprio boletim semanal, uma comparação da situação da gripe em Portugal com os outros países. Na análise à primeira semana de janeiro, Portugal e o Reino Unido eram os dois e únicos países no grau de risco mais alto, o grau de risco médio.

De acordo com a última análise do INSA, a gripe manteve-se na segunda semana de janeiro em fase de epidemia, mas em situação estável na segunda semana do ano, com uma taxa de incidência de 48,8 por 100 mil habitantes, com uma descida acentuada em relação à primeira semana.

Segundo o boletim de vigilância semanal divulgado esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), a atividade gripal epidémica tem uma tendência estável, tendo sido detetados na segunda semana dois subtipos de vírus em circulação, o AH1 e AH3.

A 10 de janeiro, no anterior boletim divulgado, a taxa de incidência da gripe era de 80,9 casos por 100 mil habitantes, com dois subtipos de vírus em circulação.

Segundo o boletim desta quinta-feira, na segunda semana foram reportados 13 casos de gripe pelas 25 unidades de cuidados intensivos que enviaram informação ao INSA (cinco casos na primeira semana). Dos 13 casos, 12 tinham informação adicional, pelo que segundo o INSA trata-se se seis homens e seis mulheres, metade dos quais com mais de 65 anos. Dos 12 doentes nove tinham doenças crónicas.

Quanto a consultas devido à gripe nos cuidados de saúde primários, houve uma tendência crescente na maioria das regiões de saúde, especialmente nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Centro. Todos os grupos etários foram afetados, nomeadamente os grupos acima dos 18 anos.

Na segunda semana do ano a mortalidade esteve dentro dos valores esperados, numa altura em que a temperatura mínima esteve abaixo dos valores normais para a época, de acordo com o boletim do INSA. Foram reportados três casos de gripe em crianças pelas enfermarias pediátricas que colaboram na vigilância.

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