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Venezuela

PCP condena “operação golpista” dos EUA e “seguidismo” do Governo português

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Os dirigentes do PCP condenaram o que consideram ser uma "operação golpista" dos EUA na Venezuela, apoiada pela União Europeia, lamentando ainda o "seguidismo" do Governo português.

JOSE SENA GOULÃO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Os dirigentes do PCP condenaram esta quinta-feira o que consideram ser uma “operação golpista” dos Estados Unidos na Venezuela, apoiada pela União Europeia, lamentando ainda o “seguidismo” do Governo português.

“O PCP condena com veemência a nova operação golpista orquestrada e comandada pelos EUA contra a Venezuela e o povo venezuelano que, através da insólita ‘autoproclamação’ de um presidente fantoche, dito ‘presidente interino’ – promovido por Trump e logo apoiado por Bolsonaro e outros – afrontando a ordem constitucional deste país, procura colocar em causa o legítimo Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, eleito pelo voto popular”, lê-se em comunicado.

Para os comunistas, é “da maior gravidade a posição do Governo português que, ao arrepio dos interesses próprios” de Portugal e da comunidade lusa naquele país sul-americano, “optou por uma atitude de seguidismo da União Europeia e dos círculos mais reacionários alinhados com a inaceitável operação de desestabilização e subversão contra a Venezuela”.

O PCP sublinha que a defesa dos interesses nacionais e da comunidade portuguesa que vive na Venezuela exige da parte do Governo português a assunção de uma postura soberana que, no estrito respeito da Constituição da República Portuguesa e do Direito Internacional, se paute pelo respeito da soberania e independência da República Bolivariana da Venezuela e pela rejeição e não alinhamento com a escalada de ingerência e agressão contra este País dirigida pelos EUA e apoiada pela União Europeia”, defende-se.

Juan Guaidó autoproclamou-se na quarta-feira Presidente interino da Venezuela, perante milhares de pessoas concentradas em Caracas.

O engenheiro mecânico de 35 anos tornou-se rapidamente o rosto da oposição venezuelana ao assumir, a 03 de janeiro, a presidência da Assembleia Nacional, única instituição à margem do regime vigente no país.

Nicolás Maduro iniciou a 10 de janeiro o seu segundo mandato de seis anos como Presidente da Venezuela, após uma vitória eleitoral cuja legitimidade não foi reconhecida nem pela oposição, nem pela maior parte da comunidade internacional.

Os Estados Unidos, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e quase toda a América Latina, à exceção de México, Bolívia e Cuba, e da Rússia – que se mantêm ao lado de Maduro, que consideram ser o Presidente democraticamente eleito da Venezuela -, já reconheceram Juan Guaidó como Presidente interino da Venezuela.

A União Europeia defendeu a legitimidade democrática do parlamento venezuelano, sublinhando que “os direitos civis, a liberdade e a segurança de todos os membros da Assembleia Nacional, incluindo do seu Presidente, Juan Guaidó, devem ser plenamente respeitados” e instando à “abertura imediata de um processo político que conduza a eleições livres e credíveis, em conformidade com a ordem constitucional”.

Da parte do Governo português, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, expressou na quarta-feira pleno respeito pela “vontade inequívoca” mostrada pelo povo da Venezuela, disse esperar que Nicolás Maduro “compreenda que o seu tempo acabou” e apelou para a realização de “eleições livres”.

A Venezuela, país onde residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes, enfrenta uma grave crise política e económica que levou 2,3 milhões de pessoas a fugir do país desde 2015, segundo dados da ONU.

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