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Liga Europa

Uma derrota, lenços brancos e assobios e a explicação de Keizer que já é um clássico

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"Não jogámos bem": a frase é de Marcel Keizer e começa a ser um clássico, já que o treinador tem repetido a mesma explicação uma e outra vez. O Sporting saiu de Alvalade sob assobios e lenços brancos.

O treinador leonino assumiu a responsabilidade pela derrota sofrida frente ao Villarreal

AFP/Getty Images

É certo que a eliminatória dos 16 avos de final da Liga Europa que esta quinta-feira arrancou em Alvalade opunha duas equipas em crise. O Sporting, apesar da Taça da Liga conquistada já esta temporada, perdeu duas vezes em quatro dias com o principal rival, está no quarto lugar do Campeonato a nove pontos do primeiro e tem caído a pique no que toca aos níveis de exibição; o Villarreal, por sua vez, está no penúltimo lugar da Liga espanhola, a lutar pela manutenção, e não vencia há dez jogos. Olhando para um e outro caso, contudo, parecia à vista desarmada que o caso dos espanhóis era mais sério e mais preocupante. No final dos 95 minutos, o Villarreal encerrou a série de dez partidas sem ganhar em Alvalade e o Sporting ficou em maus lençóis também na Liga Europa, já que também está em desvantagem na meia-final a duas mãos da Taça de Portugal.

O Sporting vai a Espanha sem Acuña e obrigado a ganhar para seguir para os oitavos de final da Liga Europa. Para Marcel Keizer, a receção ao Villarreal foi “um jogo difícil” e os leões “não jogaram bem”, numa frase que é já um clássico do treinador holandês.“Foi um jogo difícil, não jogámos bem. Creio que entrámos em pânico ao sofrer um golo tão cedo. Com a pressão não conseguimos jogar bem. Eles não criaram muitas oportunidades, nós uma ou duas, o que não chega”, explicou o técnico leonino, que clarificou ainda que fez sete alterações face ao onze que no domingo venceu o Feirense “para refrescar a equipa”. “Não posso culpar os jogadores por não correrem. Temos outro jogo daqui a dois dias, o que é bom, porque podemos jogar e não pensar mais neste jogo. Temos de aprender e seguir em frente”, acrescentou.

As claques do Sporting pouco ou nada disseram ou cantaram durante o primeiro quarto de hora de jogo e os jogadores verde e brancos acabaram por deixar o relvado de Alvalade sob uma intensa chuva de assobios e alguns lenços brancos. “Sou o responsável e os adeptos podem fazer o que quiserem. Seria uma loucura se estivessem contentes. Os adeptos têm direito a criticar. Sou o responsável pela qualidade de jogo, que não é boa neste momento. Para mim é continuar, tenho 20 jogadores no balneário muito tristes, tal como o treinador. Queremos fazer melhor do que isto, mas hoje não conseguimos”, disse Keizer, que reivindicou como sua a responsabilidade pelas más exibições dos leões.

O Sporting sofreu golos pelo oitavo jogo seguido, concedeu o segundo golo mais rápido em jogos em casa para as competições europeias e perdeu pela segunda vez consecutiva no Estádio José Alvalade — algo que não acontecia desde 2012/2013, a pior temporada da história do clube, que terminou com os leões no sétimo lugar do Campeonato, a 36 pontos do campeão FC Porto.

Raphinha e Coates — que terminou o jogo na frente de ataque, junto a Luiz Phellype e Bas Dost — corroboraram a opinião de Marcel Keizer e sublinharam a importância do golo sofrido logo aos três minutos. “É um resultado que não esperávamos, sofremos um golo muito cedo e acabou por dificultar a tarefa. Como eles aqui conseguiram um resultado positivo, nós também vamos lá tentar um resultado positivo para apurar”, explicou o avançado brasileiro, enquanto que o central lembrou que o Sporting “tem ainda a segunda mão”, onde espera “fazer melhor” do que esta quinta-feira e “conseguir a vitória”.

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