Venezuela

Venezuela critica os países que apoiam o “bloqueio económico e financeiro” dos EUA

O ministro venezuelano das Relações Exteriores acha "inacreditável que governos da nossa América aplaudam o bloqueio norte-americano que afeta e gera sofrimento ao povo venezuelano".

Miguel Gutiérrez/EPA

A Venezuela condenou esta quarta-feira a decisão de alguns governos da América Latina de apoiar o “bloqueio económico e financeiro” que o Governo dos Estados Unidos “impôs” contra o país.

É inacreditável que governos da nossa América aplaudam o bloqueio norte-americano que afeta e gera sofrimento ao povo venezuelano, com custos superiores aos 30 mil milhões de dólares, e se prestem para o espetáculo mediático de Donald Trump e o seu séquito”, escreveu o ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, na sua conta da rede social Twitter.

Jorge Arreaza reagia a uma mensagem do seu homólogo chileno, Roberto Ampuero, na mesma rede social, na qual dizia ser “impossível entender a crueldade do regime de [Nicolás] Maduro ao impedir que a ajuda internacional chegue aos venezuelanos que tanto a necessitam”.

Entre os governos do continente americano que têm criticado a decisão do executivo venezuelano de não permitir a entrada de ajuda humanitária na Venezuela estão os países-membros do Grupo de Lima (composto por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru), com exceção do México.

A oposição venezuelana, liderada pelo autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, prevê fazer entrar no país, no dia 23 de fevereiro, ajuda humanitária que se encontra em centros de acolhimento no norte do Brasil, e em Cúcuta, na Colômbia.

A Holanda anunciou esta quarta-feira que vai disponibilizar um centro de ajuda humanitária para a Venezuela na ilha de Curaçau.

A oposição insiste que há uma crise humana no país, situação que o Governo do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, desmente e acusa os Estados Unidos da América de pretenderem usar essa ajuda para violar a soberania do país.

A crise política na Venezuela agravou-se no dia 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro. Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes. A repressão dos protestos antigovernamentais desde o dia 23 de janeiro provocou já 40 mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.

Esta crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados das Nações Unidas. Na Venezuela residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.

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