Rádio Observador

Acidentes de Aviação

Encontrada caixa negra do avião da Ethiopian Airlines que se despenhou

A caixa negra do avião que caiu na Etiópia este domingo foi recuperada pelas equipas de investigação no local. Foram recuperados o registo digital dos dados de voo e o gravador de voz do cockpit.

Tewolde GebreMariam, diretor executivo da Ethiopian Airlines, no meio dos destroços resultantes da queda do avião

Ethiopia Airlines / HANDOUT/EPA

A caixa negra do avião da Ethiopian Airlines, que se despenhou este domingo, foi recuperada pelos investigadores no local, noticiou a televisão estatal etíope esta segunda-feira. As causas do acidente ainda não são conhecida, mas o piloto pediu para voltar para trás.

Num tweet, a companhia aérea detida pelo governo etíope refere que foram recuperados tanto o registo digital dos dados de voo como o gravador de voz do cockpit.

De acordo com informações divulgadas pelo Flightradar24, os dados do voo da Ethiopian Airlines mostram uma instabilidade na velocidade vertical do avião Boeing 737 MAX 8 após a descolagem, algo que indica semelhanças com o acidente de outubro do ano passado — quando um avião do mesmo modelo caiu na Indonésia. Na altura, os dados da caixa-negra da aeronave da Lion Air mostraram que os pilotos tentaram contrariar o sistema automático de segurança que obrigava o avião a descer.

Este domingo, o avião partiu do aeroporto de Adis Abeba, capital da Etiópia, com destino à capital queniana, Nairobi, mas caiu poucos minutos depois da descolagem matando todos os ocupantes — 157 pessoas. Entre as vítimas estão 149 passageiros de mais de 35 nacionalidades diferentes. Entre as vítimas estavam também 19 delegados das Nações Unidas que iriam participar numa cimeira da ONU dedicada ao ambiente, na capital queniana.

A acidente aconteceu por volta das 8h44 (5h44 em Lisboa), cerca de seis minutos após a descolagem. O piloto apercebeu-se dos problemas, comunicou dificuldades e pediu para regressar. Teve autorização para essa manobra, mas já não conseguiu controlar o avião e acabou por cair perto da cidade de Bishoftu, a 62 quilómetros de Adis Abeba.

O avião tinha chegado no domingo de manhã da África do Sul, esteve parado durante mais de três horas no aeroporto e foi autorizado a partir sem nenhuma indicação de falhas técnicas, explicou o diretor executivo da Ethiopian Airlines, Tewolde GebreMariam.

Depois da queda do Boeing 737 MAX 8, a Ethiopian Airlines decidiu imobilizar toda a frota deste modelo. A Cayman Airways, das Ilhas Caimão, e quatro companhias chinesas fizeram o mesmo. Na Indonésia, as companhias Garuda Indonesia e Lion Air vão ser inspecionadas. Norwegian Air shuttle, a Air Italy e mais quatro companhias estão a acompanhar a situação e em contacto com a Boeing. Há pelo menos 14 outras companhias que usam estes modelo. A lista completa foi divulgada pela BBC.

Agência europeia investiga com EUA causas da queda do avião na Etiópia

A Agência Europeia de Segurança Aérea (AESA) informou que está a investigar com o organismo dos Estados Unidos as causas do acidente do avião da Ethiopian Airlines que caiu no domingo, no qual morreram 157 pessoas de 35 nacionalidades.

A investigação está a ser feita pela agência da União Europeia em conjunto com a Administração da Aviação Federal (FAA, na sigla inglesa) dos Estados Unidos e com os fabricantes do Boeing 737-8 MAX. A AESA emitiu um breve comunicado no qual assegura que está a monitorizar a investigação sobre as causas da queda do voo ET302 da Ethiopian Airlines e que publicará qualquer novidade no seu site.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: vnovais@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)