Macau

Governo de Macau prolonga concessões da SJM e MGM até 2022

Ao contrário das restantes operadoras, Wynn Resorts e Galaxy, com licença até 2022, os contratos de concessão de jogo da SJM e de subconcessão da MGM terminavam em 31 de março de 2020.

A adenda aos contratos foi assinada esta manhã, na sede do Governo, pelo chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On

JEROME FAVRE/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O Governo de Macau prolongou esta sexta-feira, até 2022, o prazo dos contratos de concessão da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), fundada pelo magnata Stanley Ho, e de subconcessão da operadora MGM.

“Após análise e ponderação de vários fatores, [o Governo] decidiu autorizar os pedidos apresentados pela SJM e pela MGM de prorrogação do prazo dos respetivos contratos de concessão e de subconcessão para a exploração de jogos de fortuna ou azar ou outros jogos em casino” até 26 de junho de 2022, indicou em comunicado.

Ao contrário das restantes operadoras, Wynn Resorts e Galaxy, com licença até 2022, os contratos de concessão de jogo da SJM, que opera 22 casinos em Macau, e de subconcessão da MGM, com dois casinos no território, terminavam a 31 de março de 2020.

A adenda aos contratos foi assinada esta manhã, na sede do Governo, pelo chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, e pelos responsáveis da SJM, Ambrose So e Angela Leong. Presente esteve também o secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong.

O Governo considerou que a “uniformização do termo dos prazos (…) irá beneficiar os trabalhos preparatórios e de desenvolvimento da abertura do próximo concurso público para a atribuição de concessões”, contribuindo assim para a “estabilidade social”.

Por outro lado, defendeu que “as condições estabelecidas na prorrogação do prazo dos contratos (…) favorecerão o desenvolvimento integral e contínuo” do território.

Em contrapartida, a SJM e o grupo hoteleiro e operadora de jogo MGM devem agora efetuar o pagamento de 200 milhões de patacas (21,9 milhões de euros) “de uma só vez”.

Este pagamento não “implica qualquer isenção do pagamento do prémio anual, do imposto especial sobre o jogo, de contribuições ou outros deveres estipulados por lei”, sublinhou o executivo.

As duas operadoras de jogo devem, ainda, aderir ao regime de previdência central não obrigatório e constituir uma garantia de créditos laborais, no prazo de três meses a contar da data da celebração dos respetivos contratos”, advertiu.

Por último, o Governo garantiu que vai continuar a aperfeiçoar a fiscalização e o regime jurídico, bem como os trabalhos preparatórios para a abertura do próximo concurso público para atribuição das concessões.

Em 2018, a Sociedade de Jogos de Macau apresentou lucros de 2,250 mil milhões de dólares de Hong Kong (252 milhões de euros), um aumento de 45,2% face ao ano anterior.

Por seu lado, MGM registou, no ano passado, um aumento de 9% nas receitas líquidas consolidadas, para 11,8 mil milhões de dólares, com as receitas de Macau a aumentarem 32%, para 2,4 mil milhões.

Macau, capital mundial do jogo e único local na China onde os casinos são legais, registou, no ano passado, quase 33 mil milhões de euros em receitas do jogo, o que representa um aumento de 14% em relação ano de 2017, de acordo com dados oficiais.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)