Eleições Europeias

António Costa acusa direita de fazer campanha nas europeias para “derrubar governo”

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Em Santa Maria da Feira, o Primeiro-ministro disse que governo conseguiu "afugentar o diabo" e que direita não perdoa os socialistas por terem "virado a página da austeridade".

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Autor
  • Tânia Teixeira

António Costa diz que a direita está em campanha para as eleições europeias “simplesmente para derrubar e enfraquecer” o Governo. O primeiro-ministro e secretário geral do PS acompanhou Pedro Marques, o cabeça de lista socialista, num jantar de militantes e simpatizantes no Europarque, em Santa Maria da Feira, e garantiu que a campanha socialista é “pela defesa da Europa”.

Dizendo que é preciso “defender a Europa, para, na Europa, defender Portugal e os portugueses”, o líder socialista apontou baterias à direita por querer mostrar “um cartão vermelho” à governação. Para António Costa, a direita não suporta a ideia de que “o governo conseguiu afugentar o diabo”: “Sabe que, se não derrubar agora o governo, vamos conseguir fazer o que ainda não fizemos e continuar a melhorar vida dos portugueses”, explicou.

Vocês vão perder porque vocês falharam, vocês mentem e não vão derrubar o governo do Partido Socialista”, disse Costa perante os apoiantes.

Além do feito do “défice mais baixo da nossa democracia”, já várias vezes repetido, e do aumento do investimento na saúde, António Costa congratulou-se ainda com a descida da taxa de desemprego para os 6,2%, conhecida esta sexta-feira, dizendo que é a prova da “política de sucesso do governo” e o “maior motivo de orgulho”. Enalteceu também a descida da dívida pública para os 121% do Produto Interno Bruto, prometendo continuar trajetória descendente, dando como exemplo do sucesso governativo a presidência de Mário Centeno no Eurogrupo: “Quem preside à zona euro é o nosso ministro de Portugal, o nosso ministro Mário Centeno”.

Pedro Marques, o cabeça de lista do PS às eleições de 26 de maio, também criticou “a campanha vazia de ideias e cheia de falsidades” do PSD, que “tem que ser denunciada e não pode passar em claro”. O alvo foi Paulo Rangel, o cabeça de lista do PSD, que Pedro Marques acusou de ser “um dos piores” eurodeputados, porque “não faz propostas e também não fez trabalho no Parlamento Europeu”,  colocando-o em 597º lugar em termos de produtividade. Ainda nas farpas que lançou à oposição, Pedro Marques criticou  os “candidatos da direita que diziam mal de Portugal e faziam queixinhas à Europa”, antevendo que o país “ia contra a parede”.

O ex-ministro do planeamento e das infraestuturas reiterou que o PS está longe do receio de “cartões amarelos” à governação. Pelo contrário, o partido apresenta-se “cheio de confiança, porque melhorou a vida dos portugueses”.

Como objetivo no mandato de cinco anos na Europa, Pedro Marques prometeu “acabar com a diferença salarial entre homens e mulheres”, numa luta contra a desigualdade de género. Já a pensar nas eleições de outubro, o candidato disse que o Partido Socialista terá uma “grande vitória” nas europeias, mas também nas legislativas.

Oiça as melhores histórias destas eleições europeias no podcast do Observador Eurovisões, publicado de segunda a sexta-feira até ao dia do voto.

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