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Caso Lava Jato

Lava Jato: MP brasileiro pede a abertura de dois novos processos contra ex-Presidente Temer

O Ministério Público brasileiro pediu à justiça a abertura de dois novos processos criminais contra o ex-Presidente Michel Temer pelos crimes de corrupção, branqueamento de capitais e peculato.

As duas novas denúncias apresentadas pelo MP estão vinculadas à Operação Lava Jato, a maior operação de combate à corrupção no Brasil

MARCELO SAYAO/EPA

O Ministério público brasileiro pediu, esta sexta-feira, à justiça a abertura de dois novos processos criminais contra o ex-Presidente Michel Temer pelos crimes de corrupção, branqueamento de capitais e peculato. O pedido foi realizado um dia depois de um juiz ter aceitado uma outra queixa contra o ex-chefe de Estado, tendo decidido processá-lo pelo crime de corrupção passiva, num processo relacionado com um alegado suborno de 500 mil reais (cerca de 14 mil euros) recebido por um dos seus assessores.

As duas novas denúncias apresentadas pelo MP estão vinculadas à Operação Lava Jato, a maior operação de combate à corrupção no Brasil e que descobriu uma gigantesca rede de desvios da empresa estatal Petrobras. Na primeira denúncia, por peculato e branqueamento de capitais, e pela qual foi ordenada a sua prisão na semana passada, o MP acusa Temer de ter favorecido a empresa Argeplan com contratos com a estatal Eletronuclear, destinados à construção da terceira instalação nuclear do Brasil.

Essa empresa é propriedade do coronel reformado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho, amigo do ex-Presidente e seu sócio há pelo menos quarenta anos em diversos negócios, alguns dos quais, segundo o Ministério Público, usados para desviar recursos públicos. Na mesma petição, o Ministério Público solicitou a abertura de um julgamento contra outros seis envolvidos, entre os quais Lima Filho e o ex-ministro Wellington Moreira Franco, um importante colaborador de Temer e seu correligionário no partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB), formação liderada pelo antigo chefe de Estado.

A investigação neste caso baseou-se na denúncia feita pelo proprietário da empresa Engevix, José Antunes Sobrinho, que concordou em cooperar com a justiça e divulgar os seus cúmplices em diferentes formas de corrupção, em troca da redução das suas penas (delação premiada). O empresário assegurou que obteve irregularmente um contrato da Eletronuclear, que inicialmente havia sido concedido à empresa de Lima Filho, após se ter comprometido a pagar subornos aos líderes do MDB.

O Ministério Público informou que as provas que recolheu na operação da semana passada, em que registou a residência de todos os acusados e questionou todos os envolvidos, permitiram completar a acusação e apresentar a denúncia ao juiz.

Na segunda queixa apresentada esta sexta-feira, Temer foi acusado de corrupção e branqueamento de capitais pelo suposto desvio de um milhão de reais (cerca de 23 mil euros) num contrato de prestação de serviços de comunicação do aeroporto de Brasília.

Michel Temer, 78 anos, entregou o poder a Jair Bolsonaro a 1 de janeiro deste ano, e foi preso na semana passada e passou quatro dias na prisão, devido a uma das dez acusações que enfrenta em tribunal, todas por corrupção. Temer é o segundo ex-Presidente brasileiro a ser detido no espaço de um ano – o primeiro foi Lula da Silva, 73 anos, que cumpre pena de prisão há quase um ano.

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