José Pedro Freitas, até aqui vice-presidente da ANJE (Associação Nacional de Jovens Empresários), é o novo presidente da associação criada em 1986, responsável pela organização do Portugal Fashion, entre outros projetos de apoio a jovens empresários portugueses. A dita associação anunciou a mudança, esta sexta-feira, como tendo acontecido na sequência do afastamento de Adelino Costa Matos, eleito presidente da ANJE em janeiro de 2017.

O comunicado emitido refere que o afastamento do anterior presidente se deve a “questões profissionais associadas às empresas que gere e de que é acionista”. Sobre mais de dois anos de presidência, Adelino Costa Matos sublinha o trabalho de “lançar e executar a maior parte dos compromissos assumidos na candidatura, designadamente a Reestruturação da Associação como pedra basilar”.

“Trata-se de continuar um projeto construído em conjunto, desenhado pela nossa equipa de forma sustentada e com objetivos bem definidos. O compromisso que assumimos em 2017 enquanto direção é o mesmo. Vamos continuar a fazer um trabalho que consideramos essencial para dinamizar o tecido empresarial português criando as condições necessárias para que o empreendedorismo e a inovação nacional vá mais além”, refere o novo presidente, José Pedro Freitas, licenciado em Economia na Universidade Católica Portuguesa. No currículo tem passagens por empresas como a Accenture, a Sogrape Vinhos e a Ascendi, ocupando, desde 2013, a posição de administrador financeiro no Grupo Mota-Engil.

José Pedro Freitas integra os órgãos sociais da ANJE desde 2009, tendo feito parte do conselho fiscal da associação durante os dois mandatos que precederam a presidência de Adelino Costa Matos. Com a substituição, a restante direção nacional, agora composta por 15 pessoas, mantém-se. Freitas, até aqui um dos três vice-presidentes da lista eleita em janeiro de 2017, assume o novo cargo, deixando Marco Galinha e Bruno Ramos de Carvalho na vice-presidência. O mandato termina no final deste ano.

Nos últimos meses, a direção da ANJE tem sido alvo de críticas por parte de alguns designers do Portugal Fashion. Aos Observador, Nuno Baltazar e Anabela Baldaque apontaram  falta de transparência nos critérios de seleção de criadores portugueses para as ações internacionais, bem como falhas de comunicação. Sobre este assunto, o Portugal Fashion reagiu, afirmando uma recusa em “continuar a alimentar este bate-boca que, na verdade, não leva a lado nenhum, nem dignifica o trabalho que fazemos e queremos continuar a fazer”.