Espaço

Telescópio Hubble revela nova imagem de nebulosa a dias de fazer 29 anos

O Hubble foi lançado para o espaço em 1990 e todos os anos, no aniversário do seu lançamento, divulga uma imagem de corpos celestes. Este ano foi a vez da Nebulosa do Caranguejo Sul.

O Hubble foi lançado para o espaço no dia 24 de abril de 1990

NASA - HANDOUT/EPA

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  • Agência Lusa
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A seis dias de completar 29 anos no espaço, o telescópio ótico Hubble revelou uma nova imagem da Nebulosa do Caranguejo Sul, uma estrutura de bolhas de gás e poeira em forma de ampulheta.

A imagem inédita foi divulgada pela Agência Espacial Europeia (ESA), que opera o telescópio espacial em colaboração com a agência espacial norte-americana NASA.

Todos os anos, por altura do aniversário do Hubble, que foi lançado para o espaço em 24 de abril de 1990, é publicada uma imagem de corpos celestes particularmente bonitos e relevantes que foram observados pelo telescópio.

Em 2019 calhou a vez da Nebulosa do Caranguejo Sul, que, apesar de ter sido descrita pela primeira vez em 1967, só em 1999 foi mostrada na sua plenitude graças às observações do telescópio espacial Hubble.

A Nebulosa do Caranguejo Sul, que resultou da interação de um par de estrelas localizadas no centro, uma gigante vermelha e uma anã branca, é assim designada para se distinguir da Nebulosa do Caranguejo, uma remanescente de uma supernova (explosão de uma estrela moribunda) na constelação do Touro, a cerca de 6.500 anos-luz da Terra, que deve o nome ao Pulsar do Caranguejo, uma estrela de neutrões situada no centro de nuvens de gás e poeira.

Parte do material – gás e poeira – ejetado pela gigante vermelha é atraído pelo campo gravítico da anã branca, que também ejeta material, criando a estrutura em forma de ampulheta. No final, segundo a ESA, a gigante vermelha deixará de alimentar a anã branca, acabando os seus dias como uma anã branca, uma estrela que emite pouca luz.

O telescópio espacial James Webb, com lançamento previsto para 2021, é apontado como o sucessor do Hubble, que deve o seu nome ao astrónomo norte-americano Edwin Powell Hubble (1889-1953), que descobriu que as galáxias se afastam umas das outras a uma velocidade proporcional à distância que as separa.

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