Jogo 1 da final em Alvalade dominado pelo Sporting (3-0), jogo 2 da final na Luz dominado pelo Benfica (3-0). O playoff de todas as decisões no Campeonato Nacional de voleibol não poderia estar mais equilibrado mas um triunfo na terceira partida, até pelo peso emocional que traria daí para a frente, era visto pelos rivais como a chave do próximo campeão. E foi isso que se sentiu ao longo do emocionante (embora nem sempre nem jogada) dérbi em casa dos encarnados deste sábado, com muitas variações de momentos e resultado e tudo decidido na “negra”, com triunfo para o Benfica por 3-2.

Depois de um início equilibrado, o serviço de Raphael Oliveira e Théo Lopes começou a fazer a diferença no jogo, permitindo que os encarnados fossem criando distâncias curtas no resultado, mas a inspiração de Jordan Richards, uma das novidades do técnico leonino para este jogo 3 da final (a outra foi a colocação de Leonel Marshall como libero, face à ausência de João Fidalgo), empurrou a equipa verde e branca para a igualdade no marcador a 11, 13 e 14. No entanto, o Benfica voltaria a passar para cima por ação de Zelão no centro da rede e pela fraca produtividade do bloco visitante, ganhando o primeiro set por 25-20. No set seguinte, os papéis inverteram-se: o Sporting melhorou no serviço e no bloco perante a quebra das águias sobretudo em termos ofensivos e, apesar de alguns erros na parte final a nível de receção, empatou a partida com 25-22.

As equipas chegavam ao terceiro set cientes da importância que uma vitória teria no jogo e na própria final, com as principais referências no serviço a tentarem colocar cada vez mais pressão na receção contrária. Começou melhor o Benfica, com Raphael Oliveira em grande no plano ofensivo; respondeu de igual modo Roberto Reis, a ganhar três pontos no seu serviço e a empatar o jogo (9-9); voltou a subir o conjunto comandado por Marcel Matz; melhoraram os leões com mais três pontos seguidos no serviço de José Pedro Monteiro (distribuidor suplente de Miguel Maia que entrou apenas para essa ação). Tudo seria definido nos pormenores e a vitória acabou por cair para a formação verde e branca, com um bom bloco a fechar em 25-23.

Em termos anímicos, os primeiros pontos mostraram que a formação encarnada tinha acusado e muito a derrota no set anterior mas uma série de erros não forçados dos leões deram “vida” ao Benfica, que conseguiu começar a distanciar-se de forma mais significativa no serviço de Rapha (hoje bem mais inspirado do que Théo) a partir do 12-10, chegando aos sete e depois nove pontos de vantagem numa altura em que Hugo Silva já tinha tirado de campo Miguel Maia, Ángel Denis, Jordan Richards ou Roberto Reis a pensar no parcial decisivo, depois do 25-15 com que fechou o quarto set.

No quinto set, o Sporting até começou melhor com uma vantagem de três pontos (6-3) mas o Benfica recuperou da melhor forma com Rapha no ataque e Marc Honoré no bloco em destaque, chegando à paragem técnica para troca de campo na frente por 8-7. A partir daí, os encarnados foram sempre transformando o side out e aproveitaram uma série de erros dos leões para fecharem a partida com 15-10, mantendo o registo 100% vitorioso na Luz esta temporada. Assim, as águias ficam a um triunfo de reconquistarem o título de campeão nacional, com o próximo jogo a realizar-se quinta-feira em Alvalade.