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Bolsa de Nova Iorque

Wall Street fecha em baixa devido a Fed, petróleo e história

A bolsa nova-iorquina encerrou em baixa, com os comentários do banco central norte-americano, a Reserva Federal e a descida das cotações do petróleo a incitarem a desinvestimentos parciais.

JUSTIN LANE/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A bolsa nova-iorquina encerrou esta quinta feira em baixa, com os comentários do banco central norte-americano, a Reserva Federal (Fed), e a descida das cotações do petróleo a incitarem os investidores a desinvestimentos parciais.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o seletivo índice Dow Jones Industrial Average cedeu 0,46%, para os 26.307,79 pontos, e o tecnológico Nasdaq 0,16%, para as 8.036,77 unidades.

Já o alargado S&P500 recuou 0,21%, para os 2.917,52 pontos.

À semelhança da véspera, os investidores demonstraram alguma perturbação depois das afirmações do presidente da Fed, Jerome Powell, na quarta-feira, que estimou que a fraqueza atual da inflação era devida a fatores “temporários”.

Esta observação de Powell, sugerindo que os preços poderiam subir em breve, arrefeceu as especulações crescentes sobre uma descida das taxas de juro a curto prazo.

“Na minha opinião, era completamente absurdo esperar que a Fed fosse sinalizar que estava disposta a descer as taxas, mas aparentemente alguns atores do mercado acionista estavam entusiasmados com esta ideia”, sublinhou Karl Haeling, estratega de investimento na LBBW.

Como os índices subiram muito desde o início do ano, “o mercado estava vulnerável” e alguns investidores aproveitaram para retirar o seu dinheiro”, estimou Haeling.

A mesma leitura foi feita por Adam Sarhan, da 50 Park Investment. “Este recuo não anuncia o fim do mundo. É apenas uma baixa normal depois de uma subida particularmente forte. Os investidores estão à espera do próximo elemento que os pode levar mais longe”, estimou.

A conclusão de um acordo comercial entre EUA e China poderia, na leitura de vários observadores, ser esse elemento.

Sam Stovall, do gabinete CFRA, recordou que existem justificações históricas para que os investidores se mostrem agora prudentes.

“O S&P500 valorizou 17,5% nos quatro primeiros meses do ano, o que representa o terceiro melhor início de ano desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, explicou, em nota.

O S&P500, desde 1946, perdeu em média 2,6% no período entre 30 de abril e 31 de outubro, depois dos seus cinco melhores inícios de ano, acrescentou.

Por outro lado, os índices foram esta quinta feira prejudicados pela retração das cotações do petróleo.

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