Hóquei em Patins

FC Porto vence Barcelona e garante nova final da Liga Europeia contra Benfica ou Sporting

278

À terceira foi mesmo de vez: depois das derrotas na final Taça Continental e Intercontinental, FC Porto derrotou Barcelona nos penáltis (2-1) e está de novo na final da Liga Europeia.

Gonçalo Alves marcou o único golo portista até ao final do prolongamento, antes do penálti decisivo de Hélder Nunes

Filipe Amorim

A última edição da Taça Continental de hóquei em patins, que se realizou na Argentina no final de setembro, foi talvez o encontro recente onde o FC Porto teve melhores condições para finalmente conseguir bater o pé ao Barcelona e ganhar num jogo decisivo mas, no desempate por grandes penalidades, o troféu voltou a cair para os catalães. Os azuis e brancos não têm propriamente o pior registo com os blaugrana, pelo contrário, mas é preciso recuar a 2010/11 para ver a equipa portuguesa afastar os espanhóis numa fase decisiva, neste caso nos quartos; daí para a frente, os dragões ganharam na Invicta e na Catalunha mas sempre nas fases de grupos – nas meias-finais ou nas finais, o triunfo foi sempre para o outro lado.

Esse era um dos grandes desafios para os comandados de Guillem Cabestany na primeira meia-final da Liga Europeia, que este ano se realiza no Pavilhão João Rocha. Depois da conquista da Supertaça (Sporting), das derrota nas Taças Continental e Intercontinental (Barcelona) e do triunfo fundamental na receção ao Sporting que colocou o Campeonato bem encaminhado e da eliminação na Taça de Portugal (Sporting), todas as atenções do FC Porto estavam centradas nesta Final Four, em específico no jogo com os espanhóis. Até para tentar quebrar de vez a “maldição” nesta Liga Europeia: depois das vitórias em 1986 e 1990, os azuis e brancos levam nove finais perdidas na competição, seis delas disputadas frente ao Barcelona (incluindo em 2018, no Dragão). E percebeu-se que não seria por falta de estudo ou conhecimento do adversário que o resultado iria ser decidido.

Matías Pascual, num remate fortíssimo sem hipóteses para Grau, inaugurou o marcador logo aos quatro minutos, confirmando o melhor início do Barça com o argentino em destaque. E ainda dentro da primeira parte as contas poderiam ter ficado melhores para os espanhóis, com o guarda-redes espanhol dos dragões a ver azul e Nelson Filipe a entrar para defender o livre direto de Pau Bargalló (bem como a situação de power play do adversário). A 38 segundos do final, também Marc Gual viu azul por protestos mas o FC Porto não conseguiu aproveitar a vantagem numérica para igualar o encontro.

Os azuis e brancos necessitavam de um clique que voltasse a equilibrar os pratos da balança e surgiu mesmo por parte de Gonçalo Alves, com uma jogada individual fantástica a superar finalmente o sempre atento Sergi Fernández a empatar também aos quatro minutos mas da segunda parte. Apesar das várias oportunidades criadas pelos dois conjuntos num encontro muito equilibrado, a decisão passou mesmo para o prolongamento com as duas equipas tapadas de faltas mas o FC Porto a ter uma ocasião de ouro para “fechar” o encontro, quando Gual viu o azul por falta sobre Gonçalo Alves a pouco mais de dois minutos do final do tempo extra. Hélder Nunes, que já tinha acertado na trave, não conseguiu superar o guardião dos catalães no livre direto e, em power play, o máximo que os dragões alcançaram foi mais um remate no ferro de Reinaldo Garcia.

As grandes penalidades tiveram início com um momento que, se não for único, não deverá ter acontecido muitas vezes: Gonçalo Alves, na primeira tentativa, permitiu a defesa a Sergi Fernández, o penálti foi repetido, o espanhol voltou a travar a tentativa do internacional português, o lance foi de novo anulado por ter saído antes do tempo da linha de golo e o número 10 acabou mesmo por ver o vermelho direto por protestos. Aitor Egurrola, um dos maiores guarda-redes da modalidade na última década (hoje, com 38 anos, já suplente), entrou bem mas o penálti convertido por Hélder Nunes (provável reforço dos catalães na próxima temporada) acabou por colocar de novo o FC Porto na final. À terceira foi mesmo de vez e os dragões aguardam agora pelo desfecho da segunda meia-final da prova, entre Benfica e Sporting (18h).

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: broseiro@observador.pt
Finanças Públicas

Como evitar um 4º resgate? /premium

Paulo Trigo Pereira

Portugal necessita de mais doze anos (três legislaturas completas) de crescimento económico e de finanças públicas quase equilibradas para sair da zona de risco financeiro em que ainda se encontra.

Brexit

Boris Johnson /premium

João Marques de Almeida

Em Londres, só um louco ou um suicida é que defenderiam o acordo assinado com a União Europeia. Resta saber se os líderes europeus terão a lucidez de reconhecer o evidente: o acordo que existe morreu.

Ambiente

A onda verde na UE e os nacionalismos

Inês Pina

Se hoje reduzíssemos as emissões de CO2 a zero já não impedíamos a subida de dois graus centígrados. E estes “míseros” dois graus vão conduzir ao fim das calotas polares e à subida do nível do mar.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)