Rádio Observador

FC Porto

“Aquilo que foi conhecido dos emails foi gravíssimo mas só estão preocupados com quem revelou”, diz Pinto da Costa

1.970

Na primeira parte da entrevista ao jornal O Jogo, Pinto da Costa, presidente dos dragões, diz que erros nos últimos três jogos fora do Benfica decidiram Campeonato e recupera ainda o caso dos emails.

Pinto da Costa considera que, caso o Benfica celebre mesmo o título no sábado, não será um campeão justo

LUSA

Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto, concedeu no início da semana uma entrevista ao jornal O Jogo, que será publicada entre terça e quarta-feira, onde aborda vários temas da atualidade. O teaser inicial, divulgado na noite desta segunda-feira, dizia respeito às arbitragens e a um Campeonato que, de acordo com o líder dos azuis e brancos, foi decidido nos jogos fora do Benfica em Santa Maria da Feira, Braga e Vila do Conde. No entanto, o número 1 dos dragões aborda ainda outras temáticas, nomeadamente o caso dos emails – e a sua absolvição no processo do Apito Dourado.

“Aquilo que foi conhecido dos emails é gravíssimo. A primeira tese do Benfica é de que aquilo era falso, era inventado. Entretanto acabou essa tese, é tudo verdadeiro, mas ninguém se preocupa em analisar e em julgar. Só está preocupados com quem é que revelou. Se eu for avisar a polícia de que está ali um indivíduo para o matar, eles querem lá saber se você morre; ficam é preocupados sobre quem avisou que o vão matar. Isto diz tudo”, realça na entrevista. “Moral para falar? Fui sempre absolvido. Estou à vontade para dizer que daqui a 20 anos, tal como nós ainda falamos do Calabote, vamos falar de Vila da Feira, Braga e Vila do Conde – é assim que este Campeonato será conhecido”, acrescenta na entrevista.

“Não se pode dizer que tivemos sete pontos de avanço ou quatro ou dez. Em termos de resultados, chegámos ao momento crucial, depois do FC Porto-Benfica, com dois pontos de atraso. Esta reta final defino-a da seguinte forma: o FC Porto teve um empate anormal em Vila do Conde porque dois penáltis claríssimos não foram marcados. Houve influência direta da arbitragem e do VAR nesse empate. Depois do clássico, o Campeonato decidiu-se em três sítios: Vila da Feira, Braga e Vila do Conde. São três jogos onde ainda gostava de saber quem, a partir daí, foi buscar os padres à sacristia?”, destaca, entre comentários sobre a justiça (ou a falta dela) do Benfica ser campeão na última jornada com o Santa Clara: “O Campeonato decidiu-se dentro e fora, porque também se decidiu no VAR. Justiça? Se o Benfica ganhar com dois ou três pontos de avanço e em três jogos foi beneficiado nove pontos, como pode haver justiça? Os portistas que viveram isto vão lembrar-se daqui a 20 anos”.

Pinto da Costa aborda também o papel do vídeo-árbitro, sempre com o foco nos três encontros do Benfica como visitante no final da temporada. “O Conselho de Arbitragem – e bem – chega à época passada e verificou que havia árbitros que não tinham as mínimas condições para apitar. O senhor Bruno Paixão e o senhor Bruno Esteves deixaram de apitar e, para estarem calados e não protestarem, meteram-nos no VAR. Um indivíduo que não tem categoria – e eles é que o decidiram – para arbitrar, não pode ter categoria para ir para o VAR”, realça. “No Feirense-Benfica, quando tocou a reunir, quem foram os intervenientes? O senhor João Pinheiro, que toda a gente conhece do seu envolvimentos nos emails. Foram ressuscitá-lo para esse jogo e tiveram a peregrina ideia de ressuscitar o senhor Bruno Paixão para o VAR, tendo influência direta ao anular o golo limpo do Feirense e ao inventar um penálti que deu a vitória ao Benfica”, completa.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: broseiro@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)