Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo critica “cegueira” face às alterações climáticas, mas elogia Portugal

227

Marcelo Rebelo de Sousa diz que os decisores políticos estão atentos e poderão decretar o estado de emergência climática se for necessário. O PR diz no entanto que Portugal "está bem nesta matéria".

Marcelo diz que noutros países foi declarado o estado de emergência porque se "atingiram patamares muito preocupantes"

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O Presidente da República criticou esta segunda-feira a “cegueira” de decisores políticos a nível mundial face às alterações climáticas, mas elogiou Portugal, em contraponto, considerando que se verifica um “consenso” nesta matéria, mesmo em período de campanha eleitoral.

Marcelo Rebelo de Sousa falava na Culturgest, em Lisboa, na cerimónia de entrega do Prémio Pessoa 2018 ao biogeógrafo, investigador e professor universitário Miguel Bastos Araújo, distinguido pelo seu trabalho nas áreas da biodiversidade e das alterações climáticas.

À saída, questionado pela comunicação social se entende que Portugal deveria decretar o estado de emergência climática, como fizeram o Reino Unido e a Irlanda, o chefe de Estado manifestou-se convicto de que “os decisores políticos portugueses estão muito atentos e, se houver necessidade de dar um passo desses, o darão”.

Antes, contudo, referiu que essa decisão “depende naturalmente de quem tem poder executivo” e argumentou que “noutros países isso aconteceu porque se atingiram patamares e se ultrapassaram patamares, em termos de Acordo de Paris e daquilo que eram os grandes objetivos, muito preocupantes”, ou seja, “é uma decisão que tem muito a ver com a especificidade de cada país”.

Eu penso que Portugal está, nesta matéria, felizmente, bem, porque temos consenso. Vejam que, em campanha eleitoral, como fora de campanha eleitoral, não há divergência sobre este tema”, considerou Marcelo Rebelo de Sousa.

No seu discurso na cerimónia de entrega do Prémio Pessoa 2018, o Presidente da República utilizou a expressão “cegueira” para descrever o comportamento que “muitas vezes tem caracterizado os decisores políticos económicos e sociais” face às alterações climáticas, “na sua incapacidade de ver o estado do mundo à sua volta e a necessidade imperiosa de repensar comportamentos, políticas, modos de vida e consumo”.

“Neste passo, não posso deixar de sublinhar o contraste entre o consenso existente no domínio versado na sociedade portuguesa e a posição de decisores responsáveis a nível mundial que teimam em não querer ver, que teimam em manter um discurso absurdo e deslocado da realidade, que teimam em não respeitar os compromissos internacionais, que teimam em sobrepor discursos internos eleitorais àquilo que é o futuro do mundo”, acrescentou, sem nomear ninguém.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Desigualdade

Estudar é para todos?

José Ferreira Gomes

Todos os jovens merecem igual consideração e há que evitar oferecer diplomas sem valor futuro no mercado de trabalho. O facilitismo só vem prejudicar os jovens, em especial os socialmente mais frágeis

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)