Futebol

Ataque a Alcochete. Tribunal da Relação volta a recusar afastar juiz do processo

Pedido de afastamento do juiz Carlos Delca foi feito por um dos arguidos, há duas semanas, mas os juízes desembargadores chumbaram o incidente de recusa. É a terceira vez que isso acontece.

CARLOS SANTOS/LUSA

O Tribunal da Relação de Lisboa voltou a recusar afastar o juiz Carlos Delca do processo que investiga o ataque à equipa do Sporting, na Academia de Alcochete, de há cerca de um ano, e que envolve o antigo presidente do clube, Bruno de Carvalho. É já a terceira vez que os juízes desembargadores chumbam um pedido semelhante — chamado incidente de recusa — apresentado contra o magistrado do Tribunal do Barreiro.

Este último chegou das mãos de um dos arguidos e acabou por levar ao adiamento do início da fase de instrução, que estava marcado para 13 de maio. O advogado de Tiago Neves alegava a falta de imparcialidade do juiz de instrução, por, alegadamente, ter decidido atribuir ao processo a especial complexidade — aumentando os prazos de prisão preventiva — antes de permitir que as defesas se pronunciassem sobre isso. Pedia, por isso, que o processo lhe fosse retirado e entregue a outro juiz de instrução.

No incidente de recusa — que ressalvava que que não estava em causa qualquer suspeita de que Carlos Delca teria um interesse pessoal no processo —, o advogado dizia que a ação do magistrado constituía “um ato processual por ação grave e sério que faz gerar desconfiança sobre a sua imagem e sobretudo da justiça (isenção e imparcialidade) e que constitui fundamento de recusa”.

Os juízes desembargadores do Tribunal da Relação, porém, não concordaram e negaram o pedido, confirmou fonte do processo ao Observador. Assim, Carlos Delca mantém-se como juiz de instrução do processo e pode avançar, de novo, para a fase de instrução.

Antes deste incidente de recusa já tinham sido apresentados ouros dois pedidos de afastamento semelhantes. Todos tiveram o mesmo fim — foram chumbados pelo Tribunal da Relação de Lisboa.

Neste momento, dos 44 arguidos do processo, 37 mantêm-se em prisão preventiva, um em domiciliária, enquanto seis outros — entre eles Bruno de Carvalho — estão em liberdade. Antes deste incidente de recusa, estava previsto, aliás, que o ex-presidente do Sporting fosse ouvido a 14 de maio.

Os arguidos são suspeitos de um ataque à academia de treinos do Sporting, que, em maio de 2018, provocou ferimentos em vários jogadores e no próprio treinador, na altura, Jorge Jesus.

A nova data para o início da fase de instrução — uma espécie de pré-julgamento — deverá ser conhecida nos próximos dias.

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