Rádio Observador

PSP

Movimento Zero. Cinco mil polícias evitam intervenção nos bairros problemáticos

1.595

O grupo garante ser independente de qualquer sindicato e quer que os agentes da PSP apenas intervenham nos bairros problemáticos em situações de extrema gravidade.

O Movimento Zero nasceu na esquadra de Odivelas e o seu rápido crescimento foi conseguido com a troca de mensagens na app Telegram

RODRIGO ANTUNES/LUSA

O caso dos oito polícias condenados por sequestro e agressões a moradores da Cova da Moura foi o mote que levou à criação do “Movimento Zero”, um grupo de protesto criado por elementos da Polícia de Segurança Pública (PSP) contra a falta de apoio da PSP e do Ministério da Administração Interna. Resultado: mais de cinco polícias, diz o Correio da Manhã, aderiram ao grupo e pretendem não autuar as infrações de trânsito e apenas intervir nos bairros problemáticos só em situações de extrema gravidade.

O Movimento Zero nasceu na esquadra de Odivelas e o seu rápido crescimento foi conseguido com a troca de mensagens na app Telegram. O grupo chegou a enviar uma carta aberta ao Presidente da República onde refere que os cinco mi polícias estão “desmotivados e crentes que a integridade institucional está cada vez mais desacreditada”, acrescentando que a primeira medida é precisamente o desempenho de funções “com proatividade nula”, ou seja, fazer apenas o indispensável.

Além do caso da Cova da Moura, as declarações feitas por Manuel Morais, ex-vice presidente da Associação Sindical dos Profissionais da PSP, sobre a existência de racismo na PSP vieram também incentivar a criação do grupo, que garante ser independente de qualquer sindicato. O Movimento Zero pediu aos agentes que assumissem uma postura “educativa” nas fiscalizações rodoviárias e a estabelecimentos, evitando o patrulhamento de bairros problemáticos e pedindo mesmo que não entrem sozinhos nesses locais.

Carlos Torres, presidente do Sindicato Independente de Agentes da Polícia, disse “apoiar a iniciativa, apesar de ser extrassindical”. “Não temos quem nos defenda”, referiu, citado pelo CM. Já a Direção Nacional da PSP disse não conhecer este movimento e que não notou qualquer diminuição na atividade operacional. “A PSP desconhece qualquer alegado movimento zero, e o que sabe é pela comunicação social”, referiu a direção.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)