A Agência Federal de Aviação (FAA), autoridade que regula o setor aeronáutico norte-americano, detetou problemas em mais de 300 aviões Boeing 737 Max, avança a Reuters, citada pela TSF.

“Em causa estão os slats fabricadas por um fornecedor subcontratado pela Boeing. Estes painéis móveis são uma parte integrante dos flaps e localizam-se ao longo da asa para fornecer um impulso adicional durante as aterragens e descolagens”, descreve a agência. Uma falha total destas componentes pode provocar a queda do avião, alerta o regulador.

Em resposta à FFA, a Boeing admite ter identificado 20 aviões 737 Max que provavelmente terão peças com defeito e vai ainda confirmar o estado em que estas componentes se encontram noutros 159 aparelhos. A fabricante norte-americana admite que o mesmo problema possa afetar 21 aviões 737 NG e está ainda a analisar 112 aviões deste modelo.

Os Boeing 737 Max estão proibidos de voar depois queda de dois aviões em outubro e novembro de 2018.

Nesses dois acidentes, um com uma aeronave da Lion Air, outro com um avião da Ethiopian Airlines, registaram um erro no novo sistema automático de estabilização — o chamado MCAS, criado para corrigir a posição do nariz do avião.

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