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Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo foi ouvido na PJ em Lisboa no âmbito da investigação ao hacker Rui Pinto

No início de junho, Cristiano Ronaldo esteve na sede da Judiciária, em Lisboa, para prestar declarações enquanto testemunha. Rui Pinto terá acedido ao acordo entre o jogador e Kathryn Mayorga.

O jogador português foi ouvido na qualidade de testemunha, sendo considerado uma vítima dos ataques de Rui Pinto

JOSE COELHO/EPA

Cristiano Ronaldo foi ouvido na sede da Polícia Judiciária no âmbito da investigação ao hacker Rui Pinto, escreve este sábado o Diário de Notícias. O futebolista foi, de acordo com o DN, ouvido na qualidade de testemunha, enquanto vítima da pirataria informática de Rui Pinto.

hacker, detido desde março, está a ser investigado por alegados crimes de tentativa de extorsão, acesso ilegítimo, violação de segredo e ofensa à pessoa coletiva, por ter acedido aos sistemas informáticos do fundo Doyen Sports — foi essa a queixa que motivou o mandado de detenção que acabaria por trazê-lo da Hungria para Portugal —, mas também terá acedido aos sistemas de clubes de futebol portugueses e internacionais, de advogados e até de jogadores.

Entre as vítimas estarão Cristiano Ronaldo e os seus advogados. Aliás, terá sido Rui Pinto a ter acesso ao acordo entre Ronaldo e Kathryn Mayorga, a mulher norte-americana que acusou o futebolista de violação, e terá estado na origem das notícias sobre o caso, publicadas no ano passado pela revista alemã Der Spiegel.

No âmbito da investigação aos alegados crimes cometidos por Rui Pinto — que divide opiniões entre quem o considera um pirata informático e quem o classifica como um denunciante que deve ser protegido —, a Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica terá aproveitado a passagem de Cristiano Ronaldo por Portugal para assistir à Liga das Nações para o ouvir na qualidade de testemunha.

A audição de Ronaldo na sede da Polícia Judiciária, em Lisboa, foi realizada de forma discreta para não atrair atenções, avança agora o Diário de Notícias, que cita uma fonte judicial.

A investigação a Rui Pinto tem incluído, acrescenta o mesmo jornal, audições com várias outras das alegadas vítimas do hacker — que incluem elementos do DCIAP, de escritórios de advogados e da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.

O Ministério Público queria que o processo fosse considerado de especial complexidade e que o prazo da investigação fosse alargado em seis meses, para permitir a recolha de provas — que está a ser lenta, devido à dificuldade em desencriptar a informação dos computadores apreendidos a Rui Pinto. Porém, o juiz decidiu não aceitar este pedido do MP.

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